Hinduísmo – Deuses hindus – Brahma, Vishnu e Indra, panteão hindu, Vedas, Ramayana, Garuda

A representação moderna das três saktis da trimurti hindu, também chamada de tridevi (as três deusas) ou trisakti (os três poderes). As shaktis (esposa, poder, lança) são as esposas dos deuses do panteão hindu. Esta trimurti no feminino representa ao centro  Parvatī (a chefona), Lakṣhmi à esquerda e Sarasvati à direita, as esposas de Shiva (renovação), Viṣhṇu (preservação) e Brahma (criação), respectivamente.

Sarasvati é a Deusa associada ao conhecimento, à música e às artes.

Lakshmi é uma deusa associada à riqueza, à prosperidade e à generosidade, protegendo seus devotos de problemas financeiros. Também está associada à beleza e encanto.

Parvati é a deusa associada a Shiva. Ela é considerada uma representação da Shakti, ou Grande Deusa, especialmente nos seus aspectos de Mãe divina. Parvati também tem aspectos terríveis, como Durga, Kali, Chandi. Ela também tem dez aspectos complementares, as Mahavidyas. Suas formas benevolentes são Mahagauri, Shailputri e Lalita.

Tridevitridevi lakshmi, parvati e sarasvati

 

Vote em Kama!

 

Vaya ou Vayu: Deus do ar, dos ventos, condutor dos sons, dos perfumes. É o pai da música. Pode-se considerar também o deus da tempestade, pois se associa à Indra. Parceiro de Indra é um grande bebedor de soma, a bebida dos deuses hindus e elixir da imortalidade. Foi o primeiro a beber tal bebida.

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Varuna: Aquele que lê. Era um deus arquiteto e ferreiro, devido a isso possuía um conhecimento infinito. Organizou os ciclos do Sol, colocou cada rio em seu caminho, ordenou as fases da Lua, estruturou o relevo da Terra e se encarregou de nunca deixar o oceano cheio demais. Por tudo isso ele tornou-se o rei dos deuses e assim pode dominar também o destino dos homens; sustentando a vida e a protegendo do mal. Porém um grande monstro desafiou os deuses e também a Varuna. E uma profecia revelou que Varuna não poderia vencê-lo. O único capaz de vencer o monstro seria Indra, que ainda nasceria, e após vencer, tomaria o lugar de Varuna. Varuna tentou impedir o nascimento de Indra, mas isso foi impossível. O jovem deus nasceu e tendo poder sobre os raios e tempestades venceu o monstro e se tornou o novo rei dos deuses. Varuna então se tornou o rei dos oceanos e senhor da Noite, dividindo o céu com Surya, o deus do Dia. Varuna é um termo sânscrito, referente a uma divindade védica; Senhor da Consciência Vasta, representando a pureza etérea e a amplidão oceânica da Verdade infinita; destrói tudo o que interfere adversamente no crescimento da Consciência-Verdade na mente do homem.

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Agni: Deus do fogo (não só físico como de qualquer outro tipo: espiritual e amoroso ou relativo a sacrifícios) e deus mensageiro. Irmão de Indra. Ele é imortal e a aparência jovial.  Vívido e hiper ativo. Segundo em importância na mitologia vética, depois de Indra. Vivia em combustão. Leva consigo uma grinalda de frutas

 

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Cidades lendárias hinduísta!

Shambala

No budismo tibetano, Shambhala é um reino mítico oculto algures na cordilheira do Himalaia ou na Ásia central, próximo da Sibéria. É mencionado no Kalachakra Tantra e nos textos da cultura Zhang Zhung, que antecedeu o Budismo no Tibete ocidental. A religião Bön o chama de Olmolungring.

Shambhala significa em sânscrito “um lugar de paz, felicidade, tranqüilidade”, e acredita-se que seus habitantes sejam todos iluminados. A linha Tantra afirma que um dos reis de Shambhala,Suchandra, recebeu de Buda o Kalachakra Tantra, e que este ensinamento é lá preservado. Segundo esta tradição, quando o Bem tiver desaparecido de sobre a Terra, o 25º rei de Shambhala aparecerá para combater o Mal e introduzir o mundo em uma nova Idade de Ouro.

Shambhala também é associada ao império histórico Sriwijaya, onde o mestre Atisha estudou sob Dharmakirti e recebeu a iniciação Kalachakra. Também é considerada a capital do Reino deAgartha, constituído, segundo as cosmologias do taoismo, hinduismo e budismo, por oito cidades etéricas.

Inspiração para a criação literária do inglês James Hilton Lost Horizon (1925), passa a ser também conhecida e referida como Shangri-la

Entre os hinduístas o nome é mencionado nos Puranas como sendo o lugar de onde surgirá o avatar Kalki , que libertará a Terra das forças disruptivas e restabelecerá a Lei Divina.

Como outros conceitos religiosos, Shambhala possui um significado oculto e um manifesto. A forma manifesta tem Shambhala como um local físico, embora só podendo ser penetrado por indivíduos cujo bom karma o permite. Estaria em algum ponto do deserto de Gobi, ladeada pela China a leste, Sibéira ao norte, Tibete e Índia ao sul, Khotan a oeste. A interpretação oculta diz que não é um lugar terreno, mas sim interior, comparável à Terra Pura do Budismo, de caráter mental e moral, ou a um estado de iluminação a que toda pessoa pode aspirar e alcançar .

Segundo os ensinamentos escritos e orais do Kalachakra, transmitidos ao explorador Andrew Tomas por Khamtul Jhamyang Thondup, do Conselho de Assuntos Religiosos e Culturais do Dalai Lama (em exílio na Índia desde a ocupação chinesa comunista de 1950 no Tibete), a aparência de Shambhala variaria segundo a natureza espiritual do observador: “por exemplo, certa ribeira, pura e simplesmente a mesma, pode ser vista pelos deuses como um rio de néctar, como um rio de água pelos homens, como uma mistura de pus e sangue pelos fantasmas esfomeados, e por outras criaturas como um elemento no qual se vive” .

Surya em sânscrito सूर्य (sūrya) é o Deus do Sol, adorado nos Vedas, as Escrituras Sagradas da Índia.

Surya: É o deus sol. Casado com Sanjna, a consciência. O calor e a luz que o corpo de Surya eram tão intensos que queimavam e deixavam cansado qualquer um, principalmente a esposa. Representado como um cara avermelhado, de três olhos e quatro braços. Levas duas tochas em suas mãos. Envia benções e gestos de proteção nas outras.

Filho de Aditi (Espaço), a Mãe de todos os deuses.

Esposo de Sañjñā (Consciência Espiritual).

Seus seguidores eram conhecidos como Sūryabhaktas.

Habitava a esfera solar(Sūryaloka) e seu Reino se estendia até Sūryamaṇḍala, a extensão do espaço até onde os raios do Sol alcançam.

Segundo a lenda Surya banha-se todo pôr do sol nos sagrados rios Ganges e Yamuna.

surya e sanjaSun_God___Surya_by_DevaShard surya

Garuda!

Garuda (em sânscrito: गरुड ) é uma figura mitológica presente nos mitos do hinduísmo. Pássaro solar brilhante como o fogo, é a montaria do deus Vishnu, que é ele próprio de natureza solar.

Um dia a mãe de Garuda e a mãe dos Nagas fizeram uma aposta de qual seria a cor do cavalo divino que estava saindo da batedura do oceano e quem perdesse se tornaria prisioneira da outra, a mãe dos Nagas ganhou a aposta. Querendo a liberdade de sua mãe, Garuda foi até os Nagas e perguntou o que ele poderia fazer para libertá-la, os Nagas disseram que ele teria que roubar e entregar para eles a água da imortalidade dos deuses. Garuda voou até à montanha na qual a água estava guardada, mas para consegui-la ele teve que enfrentar um exército de deuses e dois dragões que guardavam a água. Feito isso, Garuda entregou a água da imortalidade para os Nagas e estes libertaram sua mãe, mas, antes que os Nagas pudessem beber da água, os deuses vieram e a tiraram deles.

Garuda é o emblema nacional da Tailândia e da Indonésia.

Ajude Garuda, a montaria de Vishnu, na enquete abaixo! Para mais detalhes sobre a enquete, clique aqui!

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OS VEDAS

O que são os Vedas?
Os Vedas são as escrituras Hindus. A palavra Veda significa “conhecimento”.
Há quatro Vedas, a saber: o Rig-veda, o Yajur-veda, o Sama-veda e o Atharva-veda.

O RIG-VEDA é considerado um dos mais antigos Veda, consiste em mais de 1.000 hinos, e, praticamente, todos os outros Vedas baseiam-se nele. É costume datá-lo em torno de 1.500 a.C..

No SAMA-VEDA nós iremos encontrar uma espécie de releitura do Rig-veda, pois contam os versos do Rig-veda na forma de cânticos, representando, segundo a tradição védica, o êxtase e a benção da chamada auto-realização.

O YAJUR-VEDA é o real precursor de todos os outros Vedas, uma vez que todos estavam inicialmente reunidos nele, dedica-se a purificação da mente e o “despertar” da consciência.

O ATHARVA-VEDA contém cânticos e processos mágicos visando acalentar os deuses e as forças da natureza, com grande ênfase na arte da cura. Seus mantras visam afastar todo o mal, os inimigos, as doenças, a má sorte.

FRASES DOS VEDAS

“Como dois pássaros dourados pousados no mesmo galho, intimamente amigos, o ego e a Consciência habitam o mesmo corpo. O primeiro ingere os frutos doces e azedos da árvore da vida; o segundo tudo vê em seu distanciamento”. RIG VEDA

“Quem é insensível em face do miserável faminto, do doente, não encontra ninguém que o lamente. Generoso é quem dá ao mendigo vagabundo, magro, faminto. Quem o socorre, chamando-o na estrada, adquire um amigo para os dias futuros”. RIG VEDA

“A Verdade é uma, os sábios chamam-na por diversos nomes”. RIG VEDA

“O Universo inteiro é uma família”. RIG VEDA

“Ele que dá a vida, que dá a força, cuja sombra é a imortalidade, cuja sombra é a morte… quem é esse deus que veneramos pelos sacrifícios?” RIG VEDA

“A água na verdade é um curador. A água destrói as doenças, e a água cura todas as (doenças) de todos os seres. Possa esta água atuar como remédio para você e faze-lo feliz”. RIG VEDA

“Om. Contemplemos o excelente esplendor do divino Sol vivificante, presente na terra, na atmosfera e no céu. Que Ele inspire a nossa visão”. RIG VEDA

“Quem verdadeiramente conhece e quem pode aqui declarar de onde nasceu e de onde veio essa criação? Os deuses são posteriores a essa produção do mundo. Quem sabe então como se originou?” RIG VEDA

“Várias são as nossas intenções, e várias também são as vocações que os homens seguem. O carpinteiro procura a madeira; o médico procura a doença; o sacerdote espreme o suco do Soma” RIG VEDA

“Muito antes do aparecimento dos deuses, mesmo antes das três eras, haviam estas ervas antigas, coloração clara e cento e sete em numero”. RIG VEDA

“A respiração tece o homem”. ATHARVA VEDA

“A Terra é a minha mãe e eu sou seu filho”. ATHARVA VEDA

“O Uno abraça esta terra. O Uno abrange a atmosfera que sustenta o céu. No Uno, todas as direções são uma só”. ATHARVA VEDA

“Quando os sábios, em seu pensamento, criaram a palavra, como se estivessem peneirando grãos, os amigos souberam o que é amizade. A beleza apareceu na linguagem”. ATHARVA VEDA

“Ó Brahman, indica-nos o caminho da felicidade eterna! A fim de sermos dignos de morar em teu império, lava-nos, Brahman, das impurezas dos pecados que cometemos”. YAJUR VEDA

“A mente é um instrumento único e sagrado, presente em todos, que o sábio usa para seus atos nobres”. YAJUR VEDA

“O senhor soberano é o senhor de todos os mundos! Mais rápido que o pensamento, único, eterno! Nenhum outro deus pôde criá-lo, Brahman precedeu-os na criação”. YAJUR VEDA

“Ó Vishnu, qual é o teu nome sagrado, quando dizes: ‘Eu sou todo glorioso’? Não ocultes tua força radiosa e permanece conosco nos campos de batalha”. SAMA VEDA

“Agni divino, louvam-te estes homens a fim de adquirirem força. Destrói seus inimigos, cura-os das duas doenças” SAMA VEDA

“Ó Soma, purifica para Indra o licor saboroso, doce e bem filtrado, o licor poderoso que difunde a luz. Ó senhor do alimento, multiplica nossas provisões, aumenta nossa fama”. SAMA VEDA

”Todos os amigos têm olhos e ouvidos, mas são diferentes na energia do seu pensamento. São como os lagos; alguns chegam à boca, outros às axilas, um contém água somente para as abluções”. ATHARVA VEDA

“Não diminui a riqueza de quem faz donativos. O avarento não encontra ninguém que o lamente.” ATHARVA VEDA

“Ó mãe terra, bondosamente me leva a um lugar bem firme! Com o céu cooperando, ó tu que és sábia, põe-me na felicidade e prosperidade!” ATHARVA VEDA

“Não devemos usar o corpo que Deus nos deu para matar as criaturas de Deus, sejam elas humanas, animais ou o que for”. YAJUR VEDA

“Meu corpo, vil matéria, será desfeito ao vento. Minha alma será salva por Brahman, sabedor de todos os meus atos, de todas as minhas intenções”. YAJUR VEDA

 

O deus Shiva eu já coloquei em outra plaga. Para vê-lo clique aqui.

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Observo que Shiva deve ser procurado, porquanto faz parte da Santíssima Trindade do Hinduísmo, ao lado de Brahma e de Vishnu.

Adoro essas alegorias do hinduísmo. Elas são redondas, parecem bolachas trakinas, e são coloridas. Deuses são azuis e deusas são rosas. Geralmente estão meditando ou em repouso. É diferente da civilização ocidental, cujos deuses são animais prontos para guerra.

Brahma, o criacionista.

Deus da criação. Integra a Trimurti, o trio mais foda do hinduísmo. Tem quatro cabeças. Nasceu de um ovo que boiava na sopa primordial. Depois que Brama cria o universo, ele permanece em existência por um dia de Brama, que vem a ser aproximadamente 4 320 000 000 anos em termos de calendário hindu. Ele é poderoso, mas pouco atuante, aliás é preguiçoso, por isso deve ficar em quarto lugar. E quando atua só faz besteira. Normalmente ele confere poderes a demônios que acabam se tornando um verdadeiro perigo para todo o universo. Sempre sobra para Parvati ou Shiva a função de acabar com esses males. A esposa de Brama é Sarasvati, a Deusa da Sabedoria, da música e da poesia, integrante da Tridevi. Na Índia, é pouco cultuado, pois, na visão hindu, sua função já se acabou depois que o universo foi criado.

Vishnu, harmonia é seu sobrenome (no desenho Shurato, vishnu é uma mulher, Shiva um travesti e Brahma uma armadura. Indra não é um deus. Adoro desenho japonês – anime). Pode se manifestar como avatar. Já o fez por meio de dez avatares diferentes, sendo os mais populares Rama e Krishna. A lista completa dos dez avatares é a seguinte:

1. O peixe Matsya
2. A tartaruga Kurma
3. O urso Varaha
4. O homem-leão Narasimha
5. O anão Vamana
6. O padre guerreiro Parashurama
7. O príncipe Rama
8. O pastor de animais Krishna
9. Buddha-Mayamoha
10. O cavaleiro Kalki

avatares de vishnu

Avatar é uma manifestação corporal de um ser imortal segundo a religião hindu, por vezes até do Ser Supremo. Deriva do sânscrito Avatāra, que significa “descida”, normalmente denotando uma (religião) encarnações de Vishnu (tais como Krishna), que muitos hinduístas reverenciam como divindade.

Muitos não-hindus, por extensão, usam o termo para denotar as encarnações de divindades em outras religiões.

Quando essa forma despersonalizada de Deus transcende daquela dimensão elevada para o plano material do mundo, Ele – ou Ela – é conhecido então como a encarnação ou Avatara.

Em uma concepção mais abrangente, a encarnação poderia ser descrita como o corpo de carne. Mas essa concepção seria talvez errada, conquanto tais formas divinas não se tornam reais seres de carne e osso, ou assumem corpos materiais. Uma alma comum assume corpos matérias de carne e osso, mas no caso dessa manifestação divina, Seu corpo e Sua alma transcendem a matéria e embora apareçam como impersonalizações, aquele corpo também pertence a Sua essência espiritual.

ESCOLHA A TRISHULA

O que é Ramayana?

O Ramayana foi escrito pelo sábio Valmiki. É uma obra que narra a maravilhosa história do herói Rama e da contenda entre ele e Rávana, o monstruoso gigante demoníaco, que os deuses não podiam matar, mas somente os homens. O poema conta a história do príncipe Rama de Ayodhya, cuja esposa Sita é raptada pelo demônio rei de Lanka, Ravana, e finalmente resgatada.

Ramayana pode ser traduzido como o “Veiculo da Virtude” ou “a viagem de Rama”. O Ramayana consiste de 24.000 versos em sete cantos (kandas). Na sua forma atual, o Ramayana de Valmiki data variadamente de 500 a.C. a 100 a.C., ou quase contemporâneo às versões mais antigas do Mahabharata. Como os épicos mais tradicionais, passou por um longo processo de interpolações e é impossível datá-lo com precisão. Mas, como o seu primo épico Mahabhárata, o Ramayana não é só uma história ordinária. Contém os ensinamentos dos antigos sábios hindus e os apresenta através de alegorias na narrativa e a intercalação do filosófico e o devocional. Os personagens Rama, Sita, Lakshmana, Bharata, Hanuman e Ravana são todos fundamentais à consciência cultural da Índia.

Rama era o primogênito e herdeiro do trono e tinha três irmãos. Para o hindu, Rama é considerado o sétimo avatar ou encarnação divina.
O livro conta a história do homem hindu ideal, Rama, que vê sua esposa Sita ser raptada por um demônio chamado Ravana e a empreitada que ele realiza para a sua libertação. O assunto do Ramayama é simples – é a história do príncipe Rama, deposto do seu trono, que vê a sua fiel esposa Sita arrebatada pelo demônio Ravana. Rama se alia com os bons macacos e constrói com o auxílio deles uma ponte por sobre o mar para chegar à ilha onde Sita está cativa, ele vence e mata Ravana.

No épico, Rama é ajudado por seu bravo irmão Lakshamana e por seu fiel amigo Hanumam (o deus que tem a forma de um macaco). Nesta narrativa, durante a batalha final entre o Rama e as forças de Ravana, Lakshmana, o irmão mais novo de Rama, foi ferido mortalmente.

Hanuman foi encarregado de trazer, ao amanhecer do dia seguinte, a erva chamada Mrutsanjeevi, que, como o nome significa, traz de volta os mortos. Esta erva era para ser encontrada em uma montanha próximo ao Monte Kailash, encravado nos Himalaia. Hanuman voou célere sobre o mar e a terra (a batalha estava se desenrolando em Lanka), mas, surpresa, quando ele alcançou a montanha designada, ele não reconheceu a erva curativa. Desde que nada é impossível para o nosso herói, ele pegou a montanha inteira e voou de volta com ela! Tão pronto a fragrância da erva Mrutsanjeevi alcançou Lakshmana e todos aqueles que haviam morrido no campo de batalha, ele e os demais ressuscitaram. Rama encontra de novo Sita, e volta com ela, muito feliz, para o seu reino depois de o ter reconquistado.

O povo estava satisfeito, mas não demorou muito, até que sussurros a respeito da longa estadia de Sita em Lanka se espalhassem pela cidade, e Rama ouvisse sussurros de que uma escassez no país foi devido à culpa de Sita, que tinha sofrido as carícias de Ravana durante o cativeiro. Na pressão dos cidadãos, Rama a baniu para a floresta.

Sem um murmúrio, a infeliz Sita se arrastou para a floresta, e, arrasada com a aflição de corpo e espírito, encontrou o eremitério de Valmiki, em que deu à luz filhos gêmeos, Lava e Kusha. Aqui ela os criou, com a ajuda do ermitão, que foi o seu professor, e, sob esses cuidados, cresceram belos e fortes.

Aconteceu que, durante o tempo em que os jovens tinham vinte anos, Rama começou a pensar que os deuses estavam zangados com ele por ter matado Ravana, que era o filho de um brâmane. Rama ficou determinado a lhes propiciar por meio de Ashvamedha, o grande sacrifício, em que ele fez com que um cavalo fosse solto na floresta. Quando os seus homens foram buscá-lo de volta, ao fim do ano, eles o encontraram pego por dois jovens fortes e belos que resistiram a todos os esforços para capturá-los.

Quando os seus homens não puderam recapturar o cavalo, Rama foi à floresta pessoalmente, onde descobriu que os homens eram os seus filhos gêmeos, Lava e Kusha. Golpeado por remorso, Rama lembrou do sofrimento da sua esposa Sita, e, descobrindo que ela estava no eremitério de Valmiki, a chamou para vir com ele.

Sita teve tempo de se recuperar do amor da juventude, mas o prospecto de vida com Rama não era completamente agradável para ela. Ela apelou à Terra: se ela nunca amou nenhum homem se não Rama, se a sua verdade e pureza foram conhecidas pela Terra, que abra o seu seio e a leve. Enquanto as pessoas tremiam de terror, a terra se abriu, um belo trono apareceu, e a deusa da Terra, sentada nele, levou Sita com ela e a carregou aos reinos da felicidade eterna, deixando as pessoas arrependidas.

O Ramayana é recheado de histórias onde a lealdade, a devoção e a amizade são o foco principal.

Fonte do texto aqui.

Indra

Panteão hindu

Armas da mitologia indiana*:

“Arco e flecha (bana-dhanus): A flecha representa a energia masculina e o arco, a feminina. Além disso, a flecha simboliza o poder do amor enquanto o arco, o desejo de morte. As cinco flechas do deus do amor Kama significam os cinco sentidos. O arco geralmente tem um nome próprio (exemplo: arco Gandiva de Arjuna).
Bordão ou maça (gada): uma das armas mais antigas, que dá proteção ao usuário e, ao mesmo tempo, um símbolo do poder do tempo e das leis naturais que tudo destroem em sua passagem. Arma usada por Duryodhana e Bhima em célebre luta no Mahabharata
Escudo (khetaka): Protege contra os ataques inimigos quando os deuses lutam com oponentes de mesmo calibre.
Espada (khadga): símbolo da sabedoria, da batalha contra a ignorância e da força da destruição.
Lança (shula): arma de Skanda e Agni, Tradicionalmente, a lança foi feita para ser a arma invencível de Vishvakarma, o arquiteto do universo.
Machado (parashu): a arma que conquista a escuridão e a ignorância, libertando o homem dos laços que o prendem aos assuntos mundanos. É um atributo característico de Ganesha, arma de Parashurama, o avatar de Vishnu (Rama com o machado)
Roda ou disco (chakra): como roda do sol, esse objeto tornou-se o símbolo do ciclo da vida e da morte. Quase sempre representada com raios, ela pode, também aparecer com um formato de um disco ou do sol. É atributo encontrado particularmente em Vishnu (sudarshana chakra)
Seta de relâmpago (vajra): símbulo da invulnerabilidade e da invencibilidade. Como arma, expulsa os demônios. Originalmente, foi a arma de Indra, geralmente retratada como um punhal de dois gumes
Tridente (trishula): Arma de Shiva cujos três dentes representam os três aspectos do deus: criação, proteção e destruição.

No Mahabharata há disputa das armas divinas (divyastras) entre os Pandavas e Kauravas para a guerra (pashupastra, brahmastra, etc). Todas esses astras deveriam ser acompanhados pela entoação do mantra correto para serem utilizados. Também no Mahabharata descreve as formações de manobras dos exércitos. Exemplos são Chakra-Vyuha (exército disposto em forma de roda), Makara-Vyuha (forma de crocodilo), Sakata-Vyuha (forma de círculo), etc.”

*Fonte: comunidade “Mitologia indiana” do Orkut. Autor: अन्द्रे मेलाजि

Ajude Ganesha neste enquete!

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11 pensamentos sobre “Hinduísmo – Deuses hindus – Brahma, Vishnu e Indra, panteão hindu, Vedas, Ramayana, Garuda

  1. Alba disse:

    Bolachas trakinas?! kkkkkkkkkkk A cultura indiana é muito singular, gostaria de aprender mais sobre ela…uma amiga minha se casou lá e me descreveu todo o ritual, um barato, a cerimônia dura vários dias – apesar de as fotos terem saído lindas, espero que ela coloque mais vídeos! http://www.youtube.com/watch?v=cHVzrbVwSDA

  2. gilvana disse:

    Induismo é PAZ. O site esta muito legal, mais pode melhorar.

    • Adonis disse:

      Obrigado pelo elogio =)

      Sim, de fato o blog pode ser bem melhor do que é hoje. Entretanto o trabalho, os estudos e o namoro consomem muito do meu tempo, por isso estou construindo o blog aos poucos, fazendo atualizações periódicas, inserindo textos nos posts mais antigos e os reorganizando. É um trabalho de formiguinha =) e a longo prazo. Todavia, você pode ter certeza que daqui um ano esse blog estará muito diferente do que está hoje.

      Por derradeiro, quero agradecer novamente pelo elogio e observar que você tem total liberdade para criticar, comentar ou mesmo escrever textos para publicá-los aqui.

      Abraços!

  3. Guga disse:

    Muito Legal esta página, Hare Krishna!

  4. Manoel Souza disse:

    OLA ESTA Q E A CERVEJA DOS DEUSES

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