Anjos, angels, dark angel, angel, anjo, fallen angels, anjos caídos, azazel, arcanjos, metraton, Archangel

Ajude os anjos clicando aqui.

Help angels here.

 

Seguem vários anjos, a maioria com feições e traços de belas mulheres selvagens, para variar. Não me importa a discussão sobre o sexo dos anjos. E se não se fizer a distinção entre feminino e masculino, havendo apenas um gênero, que prevaleça nos anjos a aparência e os trejeitos do sexo feminino, pois.

São Paulo Futebol Clube

Saudades de quando o São Paulo era bem administrado e formava times competitivos.

Mas ultimamente é um time de merda. Dá até vontade de chorar a cada eliminação.

Sempre perde nas fases eliminatórias desde 2006.

Perde toda hora para o Internacional, para o Corinthians e para o Santos. Freguês do caralho!

Obrigado Leco por ter mandado embora o Muricy, o melhor técnico do Brasil, que desde então ganhou tudo; valeu JJ, golpista arrogante, por fazer o São Paulo não ganhar nada nos últimos três anos e meio e perder a hegemonia do futebol nacional tanto no campo futebolístico como no campo financeiro; obrigado diretoria do São Paulo por ter brigado com vários jogadores e investido em péssimos jogadores; valeu Lucas por achar que um dia será como o Neymar, seu almofadinha.

Não vejo a hora dessa maldita diretoria deixar o São Paulo.

Final Sul-Americana do Campeonato Mundial Battle.net 2012

Final Sul-Americana do Campeonato Mundial Battle.net 2012
Quando: 14 e 15 de julho
Onde: Centro de Convenções Anhembi – Av. Olavo Fontoura, 1.209 – Santana, São Paulo/SP
Horário: as partidas estão marcadas para começar às 9h

As partidas da Final Sul-Americana do Campeonato Mundial Battle.net 2012, onde nossos melhores jogadores de“StarCraft II: Wings of Liberty” se enfrentarão, acontecerão nos dias 14 e 15 de julho no Centro de Convenções Anhembi, em São Paulo.

Organizada pela Blizzard em parceria com o UOL e a empresa alemã ESL, a etapa final vai reunir os 16 jogadores de “StarCraft II: Wings of Liberty” mais bem classificados da América do Sul, sendo seis representantes do Brasil, quatro da Argentina, três da Colômbia, dois do Peru e um do Chile.

Eu vou, vc vai?

Deuses egípcios: Ísis, Osíris, Bastet, Sobek, Seth, Apófis, Hórus

Antes do post, duas enquetes:

Documentário sobre a civilização egípcia:

Os deuses egípcios mais proeminentes. Porém, antes de conhecê-los…

Ajude a trindade familiar egípcia na enquete abaixo.

Ajude Neith na enquete abaixo:

E se puder, não se esqueça de ajudar o filho dela, Sobek, no final deste post.

Apófis

Na mitologia egípcia, Apep (ou Apophis, em grego. Também conhecida como Apófis), é um monstro em forma de serpente que combatia o deus Rá ao cair de cada noite, sendo sempre morta, mas sempre ressuscitando. Também chamada de Apepi ou Aapep.

Apep é uma criatura maligna do submundo e um inimigo dos deuses (embora às vezes seja aliado de Seth). Ele é a personificação do próprio caos, destruição e do mal na mitologia Faraônica (Egípcia). Apep surge como uma serpente gigantesca, com 30m de comprimento. É servido por hordas de demônios, a maioria possuindo qualidades de serpente do fogo, quando havia um Eclipse era o corpo gigantesco de Apep,cobrindo a luz do Sol,enquanto tentava destruir a barca de Rá. Apep Se encontrava no ultimo dos 12 portões do Submundo, onde era o maior desafio de Rá.

BASTET

Na mitologia egípcia, Bastet, Bast, Ubasti, Ba-en-Aset ou Ailuros (palavra grega para “gato”) é uma divindade solar e deusa da fertilidade, além de protetora das mulheres grávidas. Também tinha o poder sobre os eclipses solares. Quando os gregos chegaram no Egito, eles associaram Bastet com Artemis e ela deixou de ser a deusa do sol para ser a deusa da lua.

Era representada como uma mulher com cabeça de gato, que tinha na mão o sistro, instrumento musical sagrado. Por vezes, tinha na orelha um grande brinco, bem como um colar e um cesto onde colocava as crias. Podia também ser representada como um simples gato.

Por vezes é confundida como Sekhmet, adquirindo neste caso o aspecto feroz de leoa. Certa vez, Rá ordenou a Sekhmet que castigasse a humanidade por causa de sua desobediência. A deusa, que é representada com cabeça de leoa, executou a tarefa com tamanha fúria que o deus Rá precisou embebedá-la com vinho, pela semelhança com sangue, para que ela não acabasse exterminando toda a raça humana.

O seu centro de culto estava na cidade de Bubastis, na região oriental do Delta do Nilo. Nos seus templos foram criados gatos que eram considerados como encarnação da deusa e que eram por essa razão tratados da melhor maneira possível. Quando estes animais morriam eram mumificados, sendo enterrados em locais reservados para eles.

Ajude Bastet na enquete abaixo:

Ísis

Ísis é filha de Nut e Geb, esposa e irmã de Osíris e mãe de Hórus. É a rainha dos deuses, da maternidade, do nascimento e da família. É considerada a criadora do casamento. É a protetora dos mortos e a deusa principal em todos os rituais relacionados à morte. Foi também conhecida como “A Grande Maga”, por haver recuperado os pedaços retalhados do cadáver de Osíris, ressuscitando o marido e procriado com ele, gerando Hórus. Criou também, através da magia, a primeira cobra e usou seu veneno para obrigar Rá a revelar seu nome secreto. Com o poder que adquiriu, cura as doenças dos deuses. Governa os encantamentos, tem personalidade terrível e a guarda pessoal é composta por sete escorpiões. Quando Hórus venceu Seth em batalha, Isis intercedeu pela vida do irmão. Possui os poderes também de uma deusa da água, da terra, da colheita e da estrela. Como mulher, reuniu todos os atributos de todas as deusas egípcias. Uma de suas representações mais frequentes é como mãe, amamentando o pequeno Hórus. Costuma também ser representada como uma vaca. Foi denominada “Grande deusa mãe”, “Rainha dos Deuses’, “Força fecundadora da natureza”, “Deusa da maternidade e do nascimento”.

Hórus

Hórus, “o altivo”, é o deus dos céus, na mitologia egípcia. Filho de Ísis e Osíris, é considerado o iniciador da civilização egípcia, sendo por isto comparado ao deus Apolo. Foi educado por Thot, que o instruiu e criou até transformá-lo em um exímio guerreiro. Lutou contra Seth para recuperar o trono do pai e o venceu, conquistando primeiro o Baixo Egito e, finalmente, conquistando todo o Egito. É representado como um falcão. Desde o Antigo Império, o faraó representava a manifestação de Hórus na terra, apesar de que, quando morresse se juntararia ao deus criador Rá. Pertence a tríade sagrada: Osíris, Isis e Hórus. Foi criado por Thot que o educou até transformá-lo em um guerreiro exímio. Ao alcançar a maioridade, lutou contra Seth, a fim de recuperar o trono de seu pai, assassinado por este. Seth por algum tempo, ficou apenas como governante do Alto Egito e Hórus do Baixo Egito. Tempos depois, Hórus governou o Egito inteiro, enquanto Seth ficou sendo o deus do deserto e dos povos estrangeiros. Hórus perdeu o olho esquerdo e as mãos na batalha contra Seth, enquanto este perdeu os dois testículos. Hórus recuperou seu olho e o ofereceu como um talismã ao pai. Este mito representa a luta entre a fertilidade do Vale do Nilo (Osíris) e a aridez do deserto (Seth). Ele é protetor de Osíris no submundo e mediador dos mortos durante o julgamento de Osíris. É também senhor da montanha por onde desperta o Sol e desempenha um papel primordial como deus de cura. Seus animais de sacrifício durante a infância eram os touros, cabras e porcos.

Seth

Filho de Nut e Geb e irmão-esposo de Néftis, Seth está relacionado ao deserto, ao trovão e as rajadas do vento sul. É um deus mais explosivo do que perverso. O aspecto negativo é em função da seca, esterilidade, violência e da fome. Recebeu o deserto como herança de Geb, porém com inveja do irmão, assassinou e o cortou em pedaços por haver recebido a parte fértil do Egito (Geb deveria ter dado a metade das partes desérticas e férteis para cada irmão, assim não haveria inveja ou intrigas. Geb é um fanfarrão!). A luta entre Seth e Osíris era a luta da fertilidade contra a seca. É o senhor do mal e das trevas, da ausência de luz, que protege as caravanas que se adentram em seus domínios, mas também provoca as tormentas que fazem com que as mesmas caravanas se percam. No duplo papel de protetor-destruidor das terras áridas, Seth era adorado porque seu humor determinava o futuro daqueles que atravessavam seus domínios. Entretanto, não era considerado totalmente mau. Os faraós promoveram sua imagem como um deus guerreiro, que protegia a barca de Rá durante a noite, evitando que Apófis a afundasse. No Reino Novo foi considerado um deus benéfico, patrono da guerra e da produção dos oásis. Representado por um animal não-identificado, mistura do tamanduá, asna, de orelhas retangulares, com o focinho curvado para baixo e uma longa cauda, tinha os olhos e os pelos vermelhos, como o deserto. Seus animais sagrados eram o porco, o asno, crocodilo, o hipopótamo, a serpente e o peixe.

Ajude Seth aqui.

Help Seth here.

Osíris

Filho de Nut e Geb e marido de Isis, Osíris foi um dos deuses mais populares e importantes de todo o panteão egípcio. Chefe da tríade formada por Osíris, Isis e Hórus, nos textos funerários aparece como Rá. É um deus rei, apesar de sua soberania ser exercida no reino dos mortos. De qualquer forma, era um deus agrário. Representa a renovação, o renascimento da terra após a inundação do Nilo (já que morria na estação mais seca e renascia após a retirada das águas do crescimento, enquanto Seth reinava como um deus caótico do deserto). Chegou a ser rei do Egito e ensinou a civilização através da amabilidade e persuasão. Ensinou a agricultura aos homens, estabeleceu um código de leis e fez com que os homens respeitassem e adorassem os deuses. Em seguida, viajou por outros países para continuar seus ensinamentos, deixando Isis no governo. Ao retornar, Seth e seus 72 companheiros fizeram com que Osíris se trancasse em uma arca e o lançaram no Nilo. Ísis o trouxe de volta, porém Seth o encontrou e cortou-lhe em pedaços, espalhando as partes por todo o Egito. Depois de ter seu corpo recomposto e retornado à vida graças a esposa, Ísis concebeu Hórus com ele e o filho vingou sua morte governando o Egito e enviando Seth ao deserto. Osíris não pode retornar a Terra e permaneceu como deus do mundo inferior. Como Hórus representava o faraó em vida, ao morrer transformava-se em Osíris, sob a forma que era conhecido e adorado na terra. Este deus preside o Tribunal do Juízo da alma e decide o veredito.

VOTE NA BALANÇA DE MAAT USADA POR OSÍRIS OU NO OLHO DE HÓRUS!

Sobek

Sobek era o deus-crocodilo dos Antigos Egípcios, sendo representado ora como um crocodilo (colocado num altar ou santuário) ou então como um homem com cabeça de crocodilo, muitas vezes, neste caso, ostentando uma coroa com duas grandes plumas, o disco solar e uma ou mais uraeus (serpentes sagradas).

Os seus principais centros de culto no Antigo Egito eram dois: Fayum e Kom Ombo. Fayum, antes Shedjet, ficou até conhecida como Crocodilopolis (“cidade do crocodilo”, em grego, junto a Medinet el-Fayum), junto ao lago com o mesmo nome a Oeste do Nilo, numa região onde aqueles répteis eram extremamente abundantes no Egito faraónico. Como o eram em Kom Ombo e em todo o Alto Egito, surgindo vários santuários dedicados ao culto de Sobek. Além daqueles dois centros principais, recordemos também Esna, Gebelein e Gebel el-Silsila. Nestes templos existia anexamente, muitas vezes, um tanque com crocodilos sagrados, além de mumificações dos mesmos, como ainda hoje se pode ver em Kom Ombo, por exemplo.

Sobek estava ligado ao culto do rio Nilo, da divinização da água, tendo por isso clero e rituais próprios. O seu culto foi particularmente ativo e predominante nas XII e XIII dinastias, na transição do Império Médio para o Segundo Período Intermédio, por volta dos séculos XVIII e XVII a. C., com vários faraós com onomástica dedicada ao deus, como Sobek-hotep III e IV (XIII dinastia, c. 1795-c. 1650 a. C.) ou Sobek-neferu. Sobek-hotep significa, curiosamente, em antigo egípcio, “Sobek está satisfeito” ou Sobek-Neferu, “É belo Sobek”.

Sobek foi assimilado a Amon e a Ré (Sobek-Rè) a partir do Império Médio, o que revela o seu culto crescente e importância no panteão egípcio e nos cultos mais relevantes na civilização egípcia coeva. Mesmo no período Ptolemaico (332-30 a. C.) se manteve a tradição do seu culto, assimilando-se Sobek ao deus solar grego Hélios. De referir que foi durante esta época de dinastias helénicas no Egito que se fizeram vários templos dedicados a Sobek, ou melhorados outros antigos, como sucedeu em Kom Ombo, edificado no Império Novo mas renovado entre 221 e 205 a. C., por Ptolemeu IV Philopator.

A Sobek, do ponto vista religioso, prestava-se um culto associado aos seus poderes de fertilidade (por representar um animal da água, do Nilo, logo da criação do Egito e do mundo) e proteção da gravidez, embora também com relação com a morte e o enterramento, por ser um necrófago. A sua faceta negativa reportava-o, porém, a Set, irmão traidor de Osíris e assassino deste. Acreditavam, alguns Egípcios que Sobek, em forma de crocodilo, foi o devorador do coração de Osíris, ligando o deus réptil a uma ideia de terror e aniquilamento. Mas como o Sol que todos os dias saía da terra e se elevava no céu, também todos os dias o crocodilo saia da água, relatavam os egípcios, logo associando Sobek ao deus primordial Ré, como ao ressuscitado Osíris.

 

Uma enquete para Sobek!

Lúcifer

A criatura mais injustiçada da história. Só porque preferiu ficar sem Deus, foi tachado de assassino, monstro, coisa ruim, demônio, belzebu, entre outros. Se fosse tão errado assim, o querubim caído não teria atraído um terço dos anjos. Todos devem ter livre arbítrio e todos devem respeitar as decisões alheias; ninguém deve rechaçá-las e fazer pilhéria delas, apenas porque lhe desagradam. Sou a favor que Lúcifer seja considerado como uma opção a Deus, não sua negação.

Lúcifer (em hebraico, heilel ben-shachar, הילל בן שחר; em grego na Septuaginta, heosphoros) é uma palavra do Latim (lucem ferre) que quer dizer “portador de luz”, representa a estrela da manhã (a estrela matutina), a estrela D’Alva, o planeta Vênus, mas também foi o nome dado ao anjo caído, da ordem dos Querubins, como descrito no texto Bíblico do Livro de Ezequiel, no capítulo 28.

Leia!

Nova enquete:

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Os filhos de Zeus: Apolo, Ares, Ártemis, Atenas, Dionísio, Hefestos e Hermes.

Antes de conhecer os filhos de Zeus, quatro enquetes em que eles participam:

NO FINAL DO POST HÁ MAIS TRÊS ENQUETES EM QUE MAIS DE UM DOS FILHOS DE ZEUS APARECEM!

Leiam A Nova Teogonia Livro I e Livro II, de minha autoria.

A Nova Teogonia tem na Livraria Cultura também!

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Ares

O temido Ares era o deus da guerra, possuidor de um belo porte marcial, ostentava com galhardia em seu peito uma reluzente e soberba armadura. Era filho de Zeus e Hera. Dizia-se que Ares era a encarnação da ira da mãe. Aterrador no campo da batalha, tinha  um grito de guerra que era capaz de matar um mortal. Foi também amante de Afrodite, com o qual teve os filhos Anteros, Deimos, Fobos e Harmonia. Enciumado, Hefestos, o deus coxo, feio e rejeitado das forjas, marido de Afrodite, apanhou os amantes na cama usando uma rede tão forte que nem mesmo Ares pode rompê-la. Quando se dirigia para a guerra, era precedido pelos tenebrosos arautos Deimos e Fobos. Éris também o acompanha. O objetivo dela é semear a discórdia, as intrigas e a difamação para tornar interesses contrapostos em irreconciliáveis.

Os feitos e a natureza de Ares

Autor do texto abaixo Robert Graves, autor do "Grande Livro dos Mitos Gregos"

O Ares trácio adora a batalha pela batalha, e sua irmã Eris está sempre criando motivos para desencadear uma guerra, seja difundindo rumores ou semeando ciúmes e invejas. Como ela, Ares nunca privilegia uma cidade ou um partido, mas luta de um lado ou de outro, de acordo com sua inclinação, deleitando com a matança de gente e o saque de cidades. Todos os seus colegas imortais o deiam, desde Zeus e Hera até o mais inferior, exceto Eris, Afrodite – que alimenta uma paixão perversa por ele – e o voraz Hades, que dá boas-vindas aos valentes jovens guerreiros mortos em guerras sangrentas.

Ares nem sempre saiu vencedor. Atena, guerreira muito mais hábil derrotou-o duas vezes em combate. Uma vez, os Aloidas o capturaram e o enceraram em um pote de bronze durante 13 meses, até que, semimorto, ele foi libertado por Hermes. Em outra ocasião, Héracles o fez voltar correndo para o Olimpo apavorado. Desprezava profundamente os litigios, nunca se apresentou diante um tribunal como pleiteador e apenas uma vez como acusado, quando os ou deuses o responsabilizaram pelo horrível assassinato de Halirrotio, filho de Posídon. Ele se justificou com a alegação de que agira para salvar sua filha Alcipe, da Casa de Cecrope, que ia ser violada pelo tal Halirrotio. Como ninguém havia presenciado o incidente, exceto o próprio Ares e Alcipe, que naturalmente confirmou o testemunho do pai, o tribunal o absolveu. Essa foi a primeira sentença pronunciada em um julgamento por assassinato, e a colina onde os procedimentos ocorreram ficou conhecida como Areópago, nome que ainda conserva.

Os atenienses não eram amantes da guerra, a não ser para defender sua liberdade ou por alguma outra razão igualmente urgente, e desprezavam os trácios por serem bárbaros que haviam feito da guerra um passatempo.

No relato de Pausânias sobre o assassinato, Halirrotio já havia conseguido violar Alcipe. Mas Halirrotio pode ser simplesmente um sinônimo de Posídon – e Alcipe, um sinônimo da deusa com cabeça de égua. De fato, o mito evoca o estupro de Demeter cometido por Posídon e faz referencia à conquista de Atenas por sua gente, bem como a humilhação da deusa em suas mãos. Mas ele foi alterado por razões patrióticas e associado a uma lenda de algum velho julgamento por assassinato. Areiopagus significa provavelmente “colina da deusa conciliadora”, areia sendo um dos títulos de Atena.

Atena

Deusa da sabedoria, Atena nasceu da cabeça de Zeus, depois que este engoliu a mãe dela, Metis, pois tinha medo que o próximo filho dele com Métis gerasse o descendente que o destronaria do poder. Durante o parto de Atena, Hefesto desceu a marretada na cabeça de Zeus para tirá-la de lá. A deusa saiu já na forma adulta. O símbolo desta deusa é a mais sábia das aves, a coruja. Sabia tecer – apesar da lenda de Aracne – e tinha habilidade para as artes, além de ser uma deusa guerreira. Carregava uma lança e um escudo – a égide – ornamentando com a cabeça da Górgone Medusa, que petrificava quem quer que a visse. Atena era a protetora de uma região da Grécia conhecida como Ática, cuja principal cidade recebeu seu nome: Atenas.

Apolo com Dafne.

Apolo e Dionísio

Apolo

Filho de Zeus e da deusa Leto, Apolo era o deus sol, da luz, das artes, da medicina e da música. Sua luz podia ser fonte de vida ou de destruição, benigno ou ameaçador. Na juventude, era dissoluto e vingativo contra qualquer mulher que o desprezasse. Quando Cassandra recusou suas investidas, ele lhe concedeu o dom da profecia, mas decretou que ninguém jamais acreditaria em suas predições. Com o tempo, tornou-se maduro e passou a usar seus dons para cura, a música e a previsão do futuro através de seu oráculo em Delfos.

 

apollo

Deus Dionísio – Baco para os romanos.

Deus do vinho e da sanidade mental, filho de Zeus e de Sêmele, Dioniso era representado como touro, bode ou rapaçola. Vagava por todo o país, bebendo vinho sem parar – mas não era alcoólatra. Era o responsáveis pelos bacanis Certa vez, capturado por piratas, Dioniso transformou o mar em vinho e os piratas em toninhas.

Hefestos

O ferreiro divino Hefaístos (ou Hefesto) nasceu manco e tão feio que sua mãe, Hera, atirou-o no rio Oceano. Salvo pelas ninfas, tornou-se um engenheiro famoso, que fazia belos ornamentos, armas, automatos, armaduras mágicas que tornavam invencíveis quem as vestisse, raios para Zeus, quaisquer instrumentos tecnológicos necessários no Olimpo e até, pasmém, mulheres, sendo a primeira delas Pandora.
Impressionados com seus talentos, os deuses o levaram de volta para o Olimpo e fizeram dele o deus do fogo e do artesanato.

Hefesto

Deus do Fogo, dos metais e da metalurgia, filho de Zeus e de Hera, embora muitos considerem que esta o terá gerado sozinha, não contente com o facto de seu esposo ter concebido Atena sem recurso a qualquer mulher. Hesíodo assim o narra, acrescentando que terá sido criado por Náxio Cedálion, incumbido de lhe ensinar a trabalhar os metais. Era o equivalente, por isso, do deus Vulcano dos romanos, cuja forja se situava no monte Etna, na Sicília. Reinava sobre os vulcões, com as suas forjas, tendo como ajudantes os Cíclopes. Era um deus poderoso e inventivo. Hefesto era coxo, em virtude de uma briga de seus pais a propósito de Hércules. Decidiu então o jovem deus intervir a favor de sua mãe, acabando assim por sofrer as consequências da ira de Zeus, que o atirou violentamente para fora do monte Olimpo. Hefesto viria a cair de noite em Lemnos, ilha vulcânica no mar Egeu, depois de um dia inteiro em queda da montanha sagrada. Mas respirava, tendo sido socorrido pelos Cíntios, um povo que habitava naquela ilha. Na Ilíada de Homero surge no entanto outra explicação para a deficiência de Hefesto. Envergonhada pela diminuição física do filho, quis Hera escondê-lo dos outros deuses, tendo por isso atirado Hefesto do Olimpo abaixo, para o mar. Aqui foi recolhido por Tétis e Eurínome, que o salvaram e criaram nos nove anos seguintes numa gruta submarina. A estas ninfas ficou sempre grato, fazendo-lhes belas joias na sua forja. Uma lenda recorda também que Tétis criara Hera, o que fez com que se aventasse a ideia que a esposa de Zeus o teria atirado para o mar para que aquela ninfa o criasse. No entanto, Hefesto terá guardado um grande rancor a sua mãe, pois já adulto lhe terá forjado um magnífico trono em ouro que mais não era do que uma armadilha. Hera, recebendo o presente do filho, ali se sentou e não mais saiu, acorrentada por correias que não deixavam dali levantar-se quem lá se sentasse. Nem os deuses de lá conseguiram tirar Hera, pois só Hefesto conhecia o segredo para a soltar daquele trono. Os deuses acabaram assim por convidar Hefesto a regressar permanentemente ao Olimpo, pensando que assim o deus ferreiro viesse a libertar Hera. Mas Hefesto era teimoso, e só a embriaguez que Dioniso, seu amigo, lhe provocara fez com que soltasse sua mãe daquele maldito engenho. Rezam as lendas que Hefesto terá entrado triunfalmente no Olimpo montado num burro, e só aí terá soltado Hera. Hefesto combateu diante de Troia com uma chama, como na luta dos Gigantes, em que matara o gigante Clítio com um ferro em brasa. Para Tétis terá feito também as armas de Aquiles, o que demonstra a sua perícia como ferreiro, cimentada que fora com o trono que ofertara a Hera. Muitas foram as mulheres que tivera, apesar da sua deficiência física e do seu trabalho duro. Homero atribui-lhe algumas nas suas duas obras: na Ilíada, Cáris (a mais importante das Graças), por exemplo, e na Odisseia, a bela Afrodite (deusa do amor, Vénus em Roma). Já Hesíodo o liga também a uma das Cárites, Aglaia. Foi, todavia, Afrodite a sua paixão mais famosa e atribulada. Com ela teve uma relação tumultuosa, como seus pretensos pais, Zeus e Hera. Apesar de seu pai o ter unido a Afrodite, esta apaixonou-se por Ares (deus da guerra, Marte entre os romanos). Hélio, o Sol, viu os dois amantes um dia deitados e foi logo contar a Hefesto, seu marido. Com o seu génio inventivo, logo Hefesto tratou de algo fazer para castigar Afrodite, tecendo uma rede invisível que pôs à volta da cama da deusa. O ardil não demorou a resultar, pois no encontro seguinte naquela cama entre os dois amantes, fechou-se a rede e ficaram presos Ares e Afrodite. Para completar a vingança, convocou Hefesto todos os outros deuses para verem os dois amantes imobilizados. Foi grande então o riso que se apoderou dos deuses. Afrodite, mal se conseguira libertar, logo fugiu plena de vergonha e embaraço. Hefesto apaixonara-se também por Atena. A esta terá ajudado em tempos a libertar-se de Zeus, depois de a este ter rachado a cabeça com um machado. Da cabeça do deus saiu então Atena, deusa virgem. De facto, Zeus tinha engolido a mãe de Atena, ao saber que estava supostamente grávida de uma outra poderosa divindade. Mas apesar de todos estes esforços de Hefesto, Atena recusou o seu amor. Por isso, conta a lenda que o sémen de um desejo de Hefesto foi então derramado sobre a Terra, acabando por conceber a serpente Ericton, nascido da terra assim fertilizada. Vários foram os pretensos filhos de Hefesto, para além de Ericton, uma figura secundária da mitologia grega. Entre aqueles, contam-se, por exemplo, o Argonauta Palémon, Árdalo (escultor lendário) ou Perifetes, um bandido de má fama que Teseu matou. Outra criação de Hefesto terá sido Pandora, por ele modelada em barro, segundo a tradição. Hefesto está também relacionado com o tormento de Prometeu, o qual agrilhoou no Cáucaso, vindo diariamente um abutre comer-lhe o fígado como castigo dos deuses.

Como referenciar este artigo:
Hefesto. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. [Consult. 2012-11-17].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$hefesto&gt;.

Hermes

Filha de Atlas e Plêione, a ninfa Maia era uma das sete Plêiades. Vivia no monte Cilene, onde ela e Zeus tiveram um caso. Assim nasceu Hermes, o mensageiro dos deuses, em particular de Zeus. Hermes era aquele que calçava as sandálias aladas, Pétaso. Este foi o único filho de Zeus que não foi rejeitado por sua mulher Hera, pois era muito inteligente e digno.

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Ártemis

Embora Ártemis, deusa da caça e irmã gêmea de Apolo, apareça muitas vezes como uma moça jovem, levando um arco, ela também era protetora dos filhotes de animais. Ela gostava mais de animais selvagens do que de pessoas.
Ártemis era casta, virgem, e enfurecia-se quando ameaçada ou quando o corpo atlético era visto por olhos masculinos.
Nota: No templo de Éfeso, há uma estátua com muitos seios que a caracteriza como deusa do parto.

Artemis

Calisto era uma das ninfas que serviam a Ártemis. Enquanto ela dormia sozinha, exausta após a caçada, Zeus a viu e estuprou-a. Calisto tentou esconder de Ártemis a perda de sua castidade, mas depois de alguns meses a deusa percebeu a gravidez da outra quando se banhavam. Com raiva, Ártemis exilou Calisto, expondo-a ao ciúme de Hera. Quando Calisto teve um filho, Arcas, Hera descobriu a transgressão de seu marido, Zeus, e, furiosa, porque não admitia não virgens ao seu lado, transformou Calisto em um urso. Ela então foi atingida por Arcas e transformada na constelação Ursa Maior. (em construção)

Níobe, esposa de Anfião, rei de Tebas, era filha de Tântalo e neta do titã Atlas. Teve sete filhos e sete filhas, as nióbides, e gabou-se de ser mais afortunada que Leto, a mãe de Ártemis e Apolo, que só tinha dois filhos. Leto ficou com raiva e mandou seus filhos punirem Níobe. Ártemis matou as sete garotas e Apolo, os sete meninos.

Ártemis tesão total:

O MITO DE ACTEÃO:

Psicólogo: – Vossa Divindade não se arrepende? Não tem remorso?

Ártemis: – Não.

Psicólogo: – Mesmo sabendo que ele era o melhor caçador humano de seu tempo?

Ártemis deu de ombros.

Psicólogo: – Acteão era filho do rei Cadmo, era jovem e ainda tinha uma vida pela frente.

Ártemis: – Eu sou filha de Zeus e tenho toda a eternidade para vivenciar.

Psicólogo: – Mas ele não teve culpa!

Ártemis: – Nem eu.

Psicólogo: – Mas Vossa Divindade o puniu sem que ele tivesse qualquer culpa no cartório.

Ártemis: – Ele me viu nua.

Psicólogo: – Mas precisava matá-lo?

Ártemis:- Eu não o matei.

Psicólogo: – Vossa Divindade o transformou em um alce em meio a dezenas de caçadores e cães de caça! E os caçadores eram os amigos dele! Como Vossa divindade não o matou.

Ártemis: – Sou casta, bela, divina e do sexo feminino. Acteão era pervertido, feio, humano e do sexo masculino. Não tinha porque não matá-lo. Além disso, fui misericordiosa, permiti que ele visse todo meu corpo atlético e perfeito antes de transformá-lo em caça. Até dei uma voltinha para ele ver meu bumbum.

Psicólogo: – Vossa Divindade é uma psicopata! Fria, narcisista e sexista! Acha que a sua castidade vale mais do que uma vida humana! Acha que a imagem do seu corpo nu é imaculada, quando não passa de mais um corpo malhado entre tantos outros! Vossa divindade discrimina os seres humanos, especialmente os homens! A vaidade que manifesta e ostenta é nojenta! Você não pode ser chamada de divindade, mas sim de assassina! Monstro, saia imediatamente do meu consultório!

Ártemis: – Precisava ouvir isso, obrigada! Lá no Olimpo ninguém fala a verdade na minha frente. Na próxima sessão conversaremos sobre Órion, ok?

Psicólogo: – Ok. Ah, só uma coisinha.

Ártemis: – O quê?

Psicólogo: – Deixe uma flecha lunar de prata com a secretária. Sabe, minha filha é sua fã e…

Ártemis: – Entendi. Pode deixar.

Psicólogo: – Obrigado.

O MITO DE ÓRION:

Apolo e Ártemis, como de hábito, estavam juntos. Ambos os irmãos se gostavam muito e eram extremamente unidos e trocavam confidências. No entanto, tal proximidade e intimidade acarretava em um problema grave: Apolo tinha um enorme ciúmes da adorável irmã.

Naquele dia, ambos viram passar, andando pela superfície as águas, um grande e belo ser: Órion.

Ártemis imediatamente se interessou pelo gigante. Apolo explicou para ela que Órion, um exímio caçador, era filho de Poseidon e que por isso tinha a capacidade de trafegar pela superfície da água sem afundar. Contou que Órion era amaldiçoado, pois outrora tentara possuir Mérope à força, a filha de Eunápio, rei de Quios. O mencionado rei queria que ocorresse o casamento entre ambos, mas sempre adiava a data do casório, o que fez Órion tomar a mencionada atitude. Como punição, o rei ofendido pediu ao deus Dionísio que embriagasse o caçador para então cegá-lo durante seu sono. Órion, vítima da armadilha, ficou cego. Posteriormente um Oráculo lhe disse que se partisse para o Oriente e deixasse o Sol nascente banhar seus olhos, o sentido da visão seria restaurado. Com a ajuda de um dos ciclopes de Hefesto, Órion chegou ao Oriente e recuperou a visão. Quando voltou, tentou se vingar do rei Eunápio, mas este não foi encontrado.

Logo, aquele que andava sobre as águas chegou perto dos deuses irmãos e Ártemis, empolgada, convidou-o para ser parceiro de caça, o que foi imediatamente aceito pelo filho de Poseidon.

Com o tempo Órion se apaixonou pelas ninfas acompanhantes de Ártemis, as plêiades. As sete ninfas não tinham mais sossego, pois Órion, na “seca”, era muito chato e persistente. Precisava de qualquer jeito afogar a concupiscência. As plêiades, em ato de desespero, e sem o amparo de Ártemis, que gostava de Órion e o achava extremamente útil e competente no mister de caçar, procuraram Zeus, que a transformaram em pombas e depois em uma constelação.

E o tempo passou. Ártemis e Órion estavam cada vez mais unidos e isso abalava muito Apolo, que parecia ter perdido a companhia da irmã deusa da floresta. Precisava se livrar daquele cara para ter a maninha de volta só para ele.

Um dia Apolo aproximou-se de Ártemis, que só estava, e lhe propôs um desafio: acertar com as flechas de prata lunares um distante ponto negro no mar. Ártemis, que adorava ser desafiada, topou e imediatamente atirou. A flechada atingiu o ponto negro e Apolo sorriu.

Dali a instantes as ondas do mar trouxeram para a praia o lívido corpo de Órion.

Ártemis ficou furiosa, pois percebeu o embuste, a vilania e o ardil do funesto irmão, mas momento depois se reconciliou com ele, afinal de contas ambos se amavam fraternalmente e não tinham remorso de seus crimes – e já haviam praticado outros.

Ártemis, ainda assim e para homenagear o amigo que matara, pediu para Zeus que Órion fosse transformado em uma constelação e o que foi feito. Desde então, a caçada às plêiades foi reiniciada no zodíaco (gargalhada maligna).

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Eleições no Olimpo!

ESCOLHA OU O ARCO DE APOLO, OU O ARCO DE ÁRTEMIS OU OS AUTOMATOS DE HEFESTO OU A PÉTASO DE HERMES E VÁ PARA A GUERRA!

Olímpiadas Rio 2016 – Arco e Flecha

hinduísmo: deus Shiva, Шива, 濕婆, シバ, আদিনাথ, శివ, शिवा

Shiva (o radiante): Deus da renovação para alguns (orientais); deus da destruição para outros (ocidentais). Liberal. Comporia o partido democrata nos EUA. O tridente que aparece nas ilustrações de Shiva é o trishula. É com essa arma que ele destrói a ignorância nos seres humanos. Suas três pontas representam as três qualidades dos fenômenos: tamas (a inércia), rajas (o movimento) e sattva (o equilíbrio). Sattya é a virtude inerente a Vishnu, indicando a energia interior que tudo agrega, a claridade que ilumina o consciente. Já Tamas é a qualidade de Shiva, representando o poder de disseminação, de destruição, as sombras de onde o Universo flui e para as quais ele retorna. Rajas é a potência sem a qual tudo permaneceria em repouso, inerte; ela extrai da relação dialética entre as outras duas forças o material imprescindível para instaurar a geração do novo, pelo qual Brahma é o responsável, abalando assim a inércia. O terceiro olho de Shiva é uma arma de destruição em massa. Tem por esposa Parvati, a mais foderosa das Sháktis (esposas), o que lhe confere poder também por tabela. Hanuman, o deus macaco, era uma de suas encarnações. Shiva foi o criador do Yoga e sempre meditava muito. Concentração era com ele mesmo e sabe-se que quem tem concentração também tem poder.

 

 

ESCOLHA A ARMA TRISHULA DE SHIVA!

Ganesha pertence à família dos deuses mais populares do Hinduísmo. Ele é o primogênito de Shiva e Parvati. Shiva é a terceira pessoa da trindade hindu. É o Deus da renovação, destrói para algo novo (transformação). Ele é o criador da Yoga. Parvati é a filha dos Himalayas. Deusa da beleza, mãe bondosa e mulher devotada. Shiva tem alma aventureira e adora viajar montado em sua vaca branca Nandi. Os lugares que ele mais gosta são montanhas inacessíveis e perigosas. Adora também os crematórios, mas sua paixão é a meditação e a Yoga. Quando pratica a Yoga, nem mesmo um terremoto o perturba.

Por algum tempo depois de seu casamento com a bela Parvati, vivendo em um bangalô no Himalaya, longe da civilização, Shiva começava a sentir falta de suas viagens; foi quando Parvati, já desconfiada, pergunta-lhe:

– Shiva, por que não viaja por uns tempos? Não sente saudades dos seus companheiros?

– É que quando estou perto de você, não sinto falta de nada. E, na verdade, todos os meus companheiros estão em torno da casa, eles nunca se afastam de mim. Eu não quero assustá-la, mas todos os fantasmas, demônios e gnomos, apesar de estarem invisíveis e quietos, estão presentes. Espero apenas que não me faça o pedido para mandá-los embora, pois são como crianças e eles sabem o quanto te amo.

– Claro que não Shiva, podem ficar. Mas e a sua meditação? Ela era sua maior ocupação.

Shiva, no fundo, sabia que ela estava certa e que tinha muita saudade das montanhas, onde sentava para meditar. E sabia que fora através da meditação que conseguiu se transformar em um Deus tão poderoso. Shiva então, depois de uma longa conversa, decidiu sair para meditar. Feliz, Shiva coloca sua pele de tigre na cintura, enrola suas cobras favoritas no pescoço, apanha seu tridente e sai montado em sua vaca, Nandi, seguido de seus estranhos companheiros. Mas não podemos nos esquecer que quando Shiva medita, é impossível despertá-lo. E muito tempo se passou.

Quando finalmente Shiva se levantou da posição de lótus, lembrou-se de sua Parvati e correu de volta para ela. Nesse ínterim, Parvati transformara aquela simples choupana num lugar muito confortável e bonito. E nem ficou sozinha por muito tempo. Shiva não sabia, mas a tinha deixado grávida. E no tempo certo, deu à luz um lindo bebê, Ganapati.

Os anos passaram-se, o deus bebê cresceu e se transformou num rapazinho muito inteligente. Numa manhã de primavera, Parvati estava tomando banho enquanto Ganapati mantinha-se perto do portão, aguardando sua mãe. Neste instante um homem alto, com cabelos longos, um monte de cobras enroladas em seu pescoço e vestido com uma pele de tigre e uma aparência selvagem, aproxima-se do portão.

Shiva parou e olhou com estranheza para o bangalô. “Será que esta casa linda era mesmo a sua? E quem seria aquele rapaz parado no portão?”

– Deixe-me entrar! Disse Shiva impaciente e descortês.

– Não.  Respondeu Ganapati

– Você não pode entrar!

Empurrando o rapaz para o lado, Shiva atravessou o jardim e foi direto para casa. Ganapati sabia que sua mãe estava tomando banho e aquele homem rude não poderia entrar em sua casa. Ele correu e se postou a porta de espada em punho. Pobre menino! Que hora mais infeliz para provocar a ira do pai! E Shiva, nesse momento, perdeu completamente as estribeiras e seu terceiro olho, o do poder, apareceu no meio de sua testa, brilhando como fogo e em segundos o corpo do rapaz jazia sem cabeça no chão.

Ouvindo vozes e gritos, Parvati apressou-se e saiu correndo do banho. Ao abrir a porta viu horrorizada o corpo do filho estendido sem cabeça; e em sua frente o marido que há tanto se fazia ausente. Shiva corre para abraçá-la; e ela desviando-se do abraço chora amargamente.

– Mas o que você fez? O que você fez? Ela repetia, torcendo as mãos em desespero.  Este era o seu filho, e você o destruiu!

Só então Shiva caiu em si e se entristeceu de verdade. Logo tentou confortá-la:

– Nosso filho é um Deus; portanto, não pode estar morto. Encontra-se apenas desmaiado.

Mas Parvati não queria ouvir nada daquilo e lhe disse:

– Você o destruiu! De que serve um Deus sem cabeça?

Shiva tentou da melhor forma que podia dizer-lhe que não tinha feito nenhum mal ao rapaz. Parvati insistia com Shiva para que ele colocasse a cabeça de seu filho no lugar, mas Shiva dizia que não podia desfazer o que já estava feito. E Parvati chorava muito. Então Shiva teve uma ideia: capturar o primeiro animal que encontrasse e tirar sua cabeça para colocá-la sobre os ombros de seu filho. Foi quando encontrou um elefantinho bebê, tirou sua cabeça e a colocou em Ganapati e naquele momento, o nome do rapaz passou a ser Ganesha. Parvati tentou de diversas formas mudar o acontecido e pedia para outros Deuses que dessem ao seu filho uma cabeça decente.

Então os deuses pediram à linda Parvati que secasse suas lágrimas e tudo se resolveria. Brahma, que adora as crianças, Vishnu e Indra pediram à Parvati que perdoasse Shiva, pois ele não sabia o que estava fazendo e deixaram bem claro que Ganesha não perderia nada com isso. Apesar de não ser mais tão atraente, todos o reconheceriam pela sua bondade e o amariam pelo que ele era. Brahma prossegue:

– Ganesha será o Deus da sabedoria, será o Escrivão dos céus e o Deus da literatura. Vishnu acrescenta:

– Será o Deus que removerá todos os obstáculos e será para Ganesha que todos rezarão em primeiro lugar, antes de invocar qualquer outro Deus. Será o Deus que sorrirá com boa fortuna para todas as empresas novas.

E é assim que tudo aconteceu.

Série Shurato:

Um retrato de Shiva na mitologia moderna. Um travesti do mal kkkkkkkkkkk Foi assim que em Shurato foi retratado Shiva.

Esse desenho é legal. Assistam a todos os capítulos! É um clássico dos ânimes.

PS: Vishnu nesta série é uma mulher que não faz nada. É como a Atena dos Cavaleiros do Zodíaco e o Deus Brahma é só uma armadura.

Ganesha, ganexa, ganesh, ganapati, Vinayaka em Kannada, Malayalam e Marathi, Vinayagar, Pillayar, Vinayakudu

Ganesha pertence à família dos deuses mais populares do Hinduísmo. Ele é o primogênito de Shiva e Parvati. Shiva é a terceira pessoa da trindade hindu. É o Deus da renovação, destrói para algo novo (transformação). Ele é o criador da Yoga. Parvati é a filha dos Himalayas. Deusa da beleza, mãe bondosa e mulher devotada. Shiva tem alma aventureira e adora viajar montado em sua vaca branca Nandi. Os lugares que ele mais gosta são montanhas inacessíveis e perigosas. Adora também os crematórios, mas sua paixão é a meditação e a Yoga. Quando pratica a Yoga, nem mesmo um terremoto o perturba.

Por algum tempo depois de seu casamento com a bela Parvati, vivendo em um bangalô no Himalaya, longe da civilização, Shiva começava a sentir falta de suas viagens; foi quando Parvati, já desconfiada, pergunta-lhe:

– Shiva, por que não viaja por uns tempos? Não sente saudades dos seus companheiros?

– É que quando estou perto de você, não sinto falta de nada. E, na verdade, todos os meus companheiros estão em torno da casa, eles nunca se afastam de mim. Eu não quero assustá-la, mas todos os fantasmas, demônios e gnomos, apesar de estarem invisíveis e quietos, estão presentes. Espero apenas que não me faça o pedido para mandá-los embora, pois são como crianças e eles sabem o quanto te amo.

– Claro que não Shiva, podem ficar. Mas e a sua meditação? Ela era sua maior ocupação.

Shiva, no fundo, sabia que ela estava certa e que tinha muita saudade das montanhas, onde sentava para meditar. E sabia que fora através da meditação que conseguiu se transformar em um Deus tão poderoso. Shiva então, depois de uma longa conversa, decidiu sair para meditar. Feliz, Shiva coloca sua pele de tigre na cintura, enrola suas cobras favoritas no pescoço, apanha seu tridente e sai montado em sua vaca, Nandi, seguido de seus estranhos companheiros. Mas não podemos nos esquecer que quando Shiva medita, é impossível despertá-lo. E muito tempo se passou.

Quando finalmente Shiva se levantou da posição de lótus, lembrou-se de sua Parvati e correu de volta para ela. Nesse ínterim, Parvati transformara aquela simples choupana num lugar muito confortável e bonito. E nem ficou sozinha por muito tempo. Shiva não sabia, mas a tinha deixado grávida. E no tempo certo, deu à luz um lindo bebê, Ganapati.

Os anos passaram-se, o deus bebê cresceu e se transformou num rapazinho muito inteligente. Numa manhã de primavera, Parvati estava tomando banho enquanto Ganapati mantinha-se perto do portão, aguardando sua mãe. Neste instante um homem alto, com cabelos longos, um monte de cobras enroladas em seu pescoço e vestido com uma pele de tigre e uma aparência selvagem, aproxima-se do portão.

Shiva parou e olhou com estranheza para o bangalô. “Será que esta casa linda era mesmo a sua? E quem seria aquele rapaz parado no portão?”

– Deixe-me entrar! Disse Shiva impaciente e descortês.

– Não.  Respondeu Ganapati

– Você não pode entrar!

Empurrando o rapaz para o lado, Shiva atravessou o jardim e foi direto para casa. Ganapati sabia que sua mãe estava tomando banho e aquele homem rude não poderia entrar em sua casa. Ele correu e se postou a porta de espada em punho. Pobre menino! Que hora mais infeliz para provocar a ira do pai! E Shiva, nesse momento, perdeu completamente as estribeiras e seu terceiro olho, o do poder, apareceu no meio de sua testa, brilhando como fogo e em segundos o corpo do rapaz jazia sem cabeça no chão.

Ouvindo vozes e gritos, Parvati apressou-se e saiu correndo do banho. Ao abrir a porta viu horrorizada o corpo do filho estendido sem cabeça; e em sua frente o marido que há tanto se fazia ausente. Shiva corre para abraçá-la; e ela desviando-se do abraço chora amargamente.

– Mas o que você fez? O que você fez? Ela repetia, torcendo as mãos em desespero.  Este era o seu filho, e você o destruiu!

Só então Shiva caiu em si e se entristeceu de verdade. Logo tentou confortá-la:

– Nosso filho é um Deus; portanto, não pode estar morto. Encontra-se apenas desmaiado.

Mas Parvati não queria ouvir nada daquilo e lhe disse:

– Você o destruiu! De que serve um Deus sem cabeça?

Shiva tentou da melhor forma que podia dizer-lhe que não tinha feito nenhum mal ao rapaz. Parvati insistia com Shiva para que ele colocasse a cabeça de seu filho no lugar, mas Shiva dizia que não podia desfazer o que já estava feito. E Parvati chorava muito. Então Shiva teve uma ideia: capturar o primeiro animal que encontrasse e tirar sua cabeça para colocá-la sobre os ombros de seu filho. Foi quando encontrou um elefantinho bebê, tirou sua cabeça e a colocou em Ganapati e naquele momento, o nome do rapaz passou a ser Ganesha. Parvati tentou de diversas formas mudar o acontecido e pedia para outros Deuses que dessem ao seu filho uma cabeça decente.

Então os deuses pediram à linda Parvati que secasse suas lágrimas e tudo se resolveria. Brahma, que adora as crianças, Vishnu e Indra pediram à Parvati que perdoasse Shiva, pois ele não sabia o que estava fazendo e deixaram bem claro que Ganesha não perderia nada com isso. Apesar de não ser mais tão atraente, todos o reconheceriam pela sua bondade e o amariam pelo que ele era. Brahma prossegue:

– Ganesha será o Deus da sabedoria, será o Escrivão dos céus e o Deus da literatura. Vishnu acrescenta:

– Será o Deus que removerá todos os obstáculos e será para Ganesha que todos rezarão em primeiro lugar, antes de invocar qualquer outro Deus. Será o Deus que sorrirá com boa fortuna para todas as empresas novas.

E é assim que tudo aconteceu.

O semi deus que perdeu a cabeça pelas mãos do pai Shiva e que, em substituição, ganhou uma de elefante. Quem manda defender a nudez da mãe, Parvati, durante o banho?

É o Deus da sabedoria hindu.