Os deuses nórdicos. Segunda parte: Friga, Heimdall, Tyr e Hel

Antes do post, duas novas enquetes envolvendo Heimdall:

Friga, a esposa de Odin.

Na Mitologia nórdica, era conhecida como a mais formosa entre as deusas, a primeira esposa de Odin, rainha do Æsir e deusas do céu. Deusa do clã do Ásynjur, é uma deusa da união, do matrimônio, da fertilidade, do amor, da gerência da casa e das artes domésticas. Suas funções preliminares nas histórias mitológicas dos nórdicos são como a esposa e a mãe, mas estas não são somente suas funções. Tem o poder da profecia embora não diga o que conhece, e seja única, à excepção de Odin, a quem é permitido se sentar em seu elevado trono Hlidskialf e olhar para fora sobre o universo.

Entrevista com Friga, a deusa do casamento, do amor conjugal  e familiar.

Repórter:

– Friga, o que é o casamento para Vossa Divindade: uma instituição ou um contrato?

O casamento – disse majestosamente a entrevistada – é uma instituição. No casamento há uma convergência de vontades, o que não ocorre no contrato, cujas vontades são colidentes – continuou educativa. O casamento é um estado; uma entidade disciplinada por rigorosas leis e regras que não podem ser alteradas pela vontade dos consortes. É instituição porque decorre da comunicação, tendo em vista que os frutos da união são compartidos, e perene porque feito para durar. Seria um idílio pensar o contrário. Não é contrato, pois o contrato é uma trégua na batalha dos direitos individuais e é “feito” para ser “desfeito”. A finalidade do casamento é nobre, sendo o matrimônio o pilar da sociedade – arrematou orgulhosa e convicta.

Repórter:

– Mas e a teoria eclética, que une o elemento volitivo ao institucional? Ela não concilia as duas teorias?

Friga:

– Aquela teoria que considera o casamento um ato complexo?

Repórter:

– Sim!

Friga:

– Concomitantemente contrato na formação e instituição no conteúdo?

Repórter:

– Isso!

Friga:

– Não.

Repórter:

– Mas sem a vontade, um elemento do negócio jurídico, não há casamento, não há instituição.

Friga, contrariada e impaciente:

– A simples vontade não tem o condão de constituir o casamento; imprescindível a solenidade que o cerca e uma autoridade eclesiástica. As normas que regulam o casamento são imperativas; não cabe aos nubentes alterá-las. Nesse diapasão, impossível o casamento aberto, por pura incompatibilidade lógica.  Na sua essência o matrimônio é fechado. Não admito poliandria nem poligamia. E de qualquer forma, o casamento só é dissolvido pelos meios legais e não pela simples vontade das partes. A situação jurídica casamento impõe a observância de todo um regime de leis e regras inderrogáveis pela mera vontade das partes.

Repórter, sorrindo e tentando alongar a entrevista:

– E quanto às regras patrimoniais do casamento? Elas têm nítido caráter contratual.

– Os fins do casamento – disse a deusa de forma serena – são a instituição da família, a procriação, quando possível, o apaziguamento da concupiscência, a prestação de auxílio mútuo, tanto afetivo, ou espiritual, como patrimonial, a educação da prole e a mais plena união entre homem e mulher. O regime de bens é secundário, pois patrimônio é disponível, amor não é disponível.

– Diga isso para as marias-chuteiras… – murmurou o repórter.

– Hã!

– Desculpe-me – disse constrangido o profissional.

– Última pergunta – mudou rapidamente de assunto. – Deusa Friga o que vossa divindade tem a dizer sobre o casamento gay? – sorriu.

Friga:

– ¬¬

Repórter:

– Então é isso telespectadores. Até a próxima! – e o entrevistador saiu de fininho.

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Texto baseado em MHD.

Heimdall

Na Mitologia Nórdica, Heimdall, Heimdallr ou Heimedal era o vigia e guardião da “Bifrost”, ponte do arco-íris (a ponte que conduzia a Asgard) e dos deuses. Filho de Odin e de nove gigantas, Heimdall é o deus guardião de Asgard. Dotado por uma visão precisa, um ouvido apurado e a capacidade de ficar sem dormir vários dias. Para que Heimdall pudesse detectar a aproximação de qualquer inimigo de longe, os deuses lhe deram sentidos agudíssimos, tão agudos que dizem, ser capaz de ouvir as plantas crescendo nas colinas e a lã crescer no lombo das ovelhas. Era seu dever avisar quando os inimigos dos deuses atacassem soprando a corneta Giallarhorn, que podia ser ouvida em todo o mundo. É o deus das estratégias, possuía um olhar mais aguçado do que o de um falcão e uma visão noturna melhor do que a da coruja, além de uma espada reluzente. Além de fisicamente bonito, Heimdall também era famoso por ser um deus delicado, inocente e indulgente. Era representado portando uma armadura branca, tornando-se conhecido como o deus brilhante ou da luz. Tinha dentes de ouro e um cavalo com crinas de ouro chamado Gulltop. Estava destinado a defrontar e matar Loki na batalha de Ragnarok, morrendo depois por causa dos seus graves ferimentos.

Tyr

Na mitologia nórdica, Týr ou Ziu ou ainda “Tyrr” é o deus Æsir do combate, do céu, da luz, dos juramentos e por isso patrono da justiça, precursor de Odin. Ao tempo dos vikings, Týr abriu caminho para Odin, que se tornou ele próprio o deus da Guerra; filho do gigante do mar do inverno Hymir, passou a ser considerado filho de Odin, devido a sua coragem e heroísmo em batalha, representado por um homem sem a mão direita.

Na mitologia grego-romana, seria o equivalente a Marte (deidade ou anjo protetor, dos soldados e dos que se envolviam no Estado de guerra).

Ele perdeu a mão direita ao colocá-la na boca do deus-lobo Fenrir, o que permitiu que os deuses prendessem Fenrir.

Seu símbolo é a lança, na mitologia nórdica tanto uma arma como um símbolo de justiça. É também identificado com Tîwaz

Hel

Peça desculpas a Hel aqui.

Help Hel here.

Seu palácio chama-se Elvidner, sua mesa era a Fome, sua faca, a Inanição, o Atraso, seu criado, a Vagareza, sua criada, o Precipício, sua porta, a Preocupação sua cama, e os Sofrimentos formavam as paredes de seus aposentos. Hela podia ser facilmente reconhecida, uma metade de seu corpo era de uma linda mulher, e a outra parte de um corpo terrivel em decomposição.

Nos mitos nórdicos-germânicos, Hel era a Rainha dos Mortos e governante do Reino do Submundo, Niflheim.
Hel era filha de Loki (gigante do fogo, adotado por Odin e considerado para todos os efeitos um deus) e da Gigante Angrboda (mensageira da dor). Seu nome originou a palavra inglesa inferno e tinha uma aparência aterrorizante, com metade do corpo saudável e metade em decomposição, corroída pelas doenças (Ex.: Lepra). Hel é irmã de Jörmungandr, a serpente de Midgard, que é tão grande que seus anéis rodeiam a terra e do lobo Fenris, tão imenso, que quando abre a boca, o maxilar inferior toca a terra e o superior roça as estrelas.
Todo aquele que morresse de doença ou de velhice era conduzido até Hel, que reinava no sombrio subterrâneo, embaixo de uma das três raízes da árvore do mundo (Yggdrasil). Aí tinha por palácio, a Miséria ( Elend ), onde se encontra o salão Eljudner, preparador dos tormentos; por leito a doença ( Keur ); por mesa, a fome ( Hongur ) e, por faca, a sede ( Sultur ). O solado da porta por onde entravam os espíritos, era denominado de “Obstáculo”, e as cortinas de seu salão de “Fardos Resplandecentes”. A Deusa possuía também um cão monstruoso e ensangüentado, chamado de Garm, que guardava a entrada do reino dos Mortos, região dos gelos, das brumas e das trevas.

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