20 de outubro – Dia Mundial Contra o Bullying – História violenta – Proibida para menores e vítimas de Bullying

Em uma área perdida em meio à África central, um pequeno meteoro, do tamanho de uma bolinha de gude, caiu em meio a uma aldeia qualquer. A queda do pequeno fragmento cósmico se deu perto de cinco crianças de aproximadamente 12 anos cada: Fujina, Phiros, Geb, Naíade e Carbóreo.

As crianças, curiosas em razão da luz e do estrondo decorrente daquela brusca queda, após alguns minutos, aproximam-se do fragmento radioativo. Rodearam a pequena cratera formada. Depois de alguns minutos, Phiros pegou o detrito vindo do céu e logo tal fragmentdo passou de mão em mão.Aos poucos, a estranha matéria se desfez, cesssando, pois, a emissão de radiação cósmica.

Dias depois, as crianças perceberam que adquiriram poderes sobrenaturais. Fujina, uma das duas garotas, conseguia produzir vento se valendo apenas do pensamento, Phiros, um dos três garotos, conseguia produzir fogo, Geb, outro garoto, produzia terra e Naíade, a segunda garota, fazia jorrar água de onde bem entendesse. Porém, Carbóreo, não estava satisfeito com o poder que adquirira. Ele produzia uma gosma, espessa, preta, fétida e inútil.

Todos prometeram guardar segredo de seus novos poderes. Phiros, inclusive, ameaçou:

– Não podemos contar a ninguém nosso segredo. Se alguém contar, eu matarei com fogo.

Essas crianças viviam em uma zona de conflito permanente entre tribos rivais (mutilações, chacinas e pervesidades eram comuns naquela região esquecida e sem lei do globo terrestre). Sabiam que seriam perseguidos e mortos caso tivessem algo ou algum poder que outros não poderiam ter ou que não compreendessem.

E o tempo correu. Aos finais de semana, todos corriam para uma área inóspita, parcialmente florestada, e lá desenvolviam e potencializavam seus poderes. Entretanto, no transcurso do tempo, o desprezo pelo poder de Carbóreo aumentava. O garoto era vítima de bulliyng.

– Seu poder é inútil. – Afirmava Geb.

– Não venha mais aqui. – Pedia constrangida Fujina. – Estou cansada de ventilar este fedor daqui.

– Você é nojento. – Enojava-se Naíade. – Seu poder revela seu caráter.

– Come isso aí. – Desprezava Geb.

– Você não serve para nada. – Dizia Fujina.

– Estou cansada de limpar bosta. – Reclamava Naíade quando precisava limpar a gosma criada por Carbóreo.

– Vai embora, bobão. – Ordenava Geb.

-Levanta daí idiota! – Gritava Geb enquanto gargalhava. Geb criava pequenos montes de terra para Carbóreo cair e tropeçar.

– Fedido! – Acusava Fujina.

Carbóreo, diferentemente dos demais, não conseguia manipular a contento o poder que herdara. Não podia lançar chamas como Phiros, não podia controlar a direção do vento como Fujina, não podia fazer ondas como Naíade e não podia fazer esculturas como Geb. Carbóreo apenas conseguia produzir mais e mais daquela substância inútil. Como não podiam deixar rastros de suas atividades e como não deveriam chamar a atenção de outras pessoas, no início Naíade ficou responsável por limpar toda aquela porcaria produzida por Carbóreo. Todavia, a água produzida por Naíade, com o passar do tempo, não conseguia mais remover toda aquela gosma nojenta e oleosa, que não se dissolvia na água, fato esse que a deixava extremamente irritada. Geb, então, passou a enterrar aquela estranha substância sob montes de terras. Todavia, o tempo passou e a capacidade de produção de Carbóreo era maior que a de Geb, o que fez nascer a inveja no coração do manipulador de terra.

Com efeito, a única habilidade de Carbóreo era produzir desenfreadamente aquela substância.

Phiros, esquentado que era e cansado daquela situação, um dia, berrou:

– Só a gente pode treinar a partir de hoje, você não!

Incontinenti Phiros resolveu atear fogo em toda a produção de Carbóreo para mostrar quem mandava. Iniciou-se, então, um grande incêndio. Fujina tentou apagar o incêndio criando ventos fortes, todavia, tais ventos propagaram ainda mais a devastação infernal.

Depois de dois dias de incêndio, de florestas consumidas pelo fogo, animais silvestres e domésticos mortos, aldeias destruídas, safras e cabeças de gado perdidas, de intoxicação de grande parte da população e de uma morte, as cinco crianças foram responsabilizadas pelos adultos da região. Temerosos, Phiros, Fujina, Geb e Naíade apontaram Carbóreo como responsável pelo incêndio. Resultado: Carbóreo foi espancado, torturado, amaldiçoado, inclusive por seus familiares, e banido da aldeia. O garoto foi colocado na carroça de um desconhecido andarilho e intimado a nunca mais voltar à aldeia, sob pena de morte.

Já dentro da carroça, longe da cidade, Carbóreo ouviu uma outra advertência, na verdade uma lembrança:

– Lembre-se do que eu disse sobre o nosso segredo, assassino idiota! – Gritou Phiros ameaçador e segurando uma bola de fogo, enquanto corria atrás da carroça.

Trinta anos se passaram.

A região se desenvolveu pouco. Não havia mais guerra na região. Phiros virara um grande fazendeiro, destruidor de florestas. Na verdade, era o senhor daquela região. Expandia suas plantações usando o fogo próprio e o vento de Fujina, agora sua esposa sofrida. Matava rivais em verdadeiras arapucas infernais para tomar posse das terras deles. Geb e Naíade eram escravos de Phiros. O primeiro produzia terra fértil para Phiros e Naíade, que também era a prostituta e a amante de Phiros, regava toda a terra. Assim, as terras de Phiros eram as mais férteis da região.

Porém um dia, inúmeros carros e soldados armados até os dentes chegaram na região. Na verdade, não eram soldados, mas sim um bando de mercenários.

A ação foi rápida e silenciosa. Os mercenários invadiram a fazenda de Phiros e atiraram nas pernas de todos. Phiros caiu sem conseguir reagir. Fujina correu mas foi alvejada pelas costas. Tombou. Geb e Naíade sequer tentaram reagir. Fracos e acostumados à dor e à tortura impostas por Phiros, limitavam-se a chorar de dor.

Phiros, caído no chão de bruço e sob a mira de um fuzil, não esboçava qualquer reação. Temia ser morto.

Logo entrou um homem na sala dominada pelos mercenários. Phiros levantou a cabeça e logo o reconheceu:

– Carbóreo…

Carbóreo havia virado um bilhonário. Tornou-se um empresário do ramo petrolífero. Com o poder que tinha, podia produzir sozinho milhares de barris de petróleo por semana. Apesar de ter tanto poder no cenário global, tudo o que queria na vida era se vingar de seus desafetos, que outrora o haviam humilhado e expulso.

Carbóreo puxou um machado em brasa e sem dizer nada deu várias machadadas na cabeça de Phiros até destruir todo o corpo do desafeto. Quem iria morrer queimado mesmo?

Depois foi até Fujina, que estava agonizante e caída no chão. Mandou que abrissem o intestino grosso dela. Queria que ela sentisse o mau cheiro que tinha guardado dentro do próprio ventre antes de morrer, o que não demorou a acontecer.

Depois se dirigiu até o escravo Geb e estendeu-lhe a mão. Geb, esperançosos, também estendeu a mão:

– Amigo, Carbóreo. – Disse emocionado e afoito Geb, que lacrimejava. – Perdão!

Porém Carbóreo expeliu pela mão vários metros cúbicos de petróleo sobre Geb de forma a matá-lo sufocado. Carbóreo queria mostrar para a vítima que também sabia sacanear.

Por fim, Naíade teve a cabeça enfiada em uma privada e várias descargas foram dadas até que ela morresse afogada.

– Nunca canso de limpar bosta. – Disse Carbóreo.

Depois disso, os mercenários tocaram fogo em toda a fazenda e Carbóreo voltou para sua atividade empresarial. Estava aliviado.

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7 pensamentos sobre “20 de outubro – Dia Mundial Contra o Bullying – História violenta – Proibida para menores e vítimas de Bullying

  1. Clara disse:

    é uma historinha genial! huauhahuah adorei.

  2. Álvaro disse:

    Uma história muito violenta… a vingança é animal.

  3. Adonis disse:

    Eu vi todos seus comentários!

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