Thor – O Mundo Sombrio – Crítica

Foda! Muito foda o filme Thor – O mundo sombrio! Muito melhor que o primeiro – em que se tinha clara impressão que nada acontecia.

thor o mundo sombrio malekith

Thor é sinônimo de porrada e não de filme intimista, piegas e reflexivo. Em Thor – O mundo sombrio, o pau comeu solto e isso já bastaria para o filme atender as expectativas. Mas não foi só a porradaria e o fato de ter ido sozinho ao cinema (sem precisar ouvir mimimis e perguntas inoportunas =p) que ajudou este a ser um dos melhores filmes que já existiu.

Asgard, por exemplo, foi exposta em toda sua grandiosidade, explorada, atacada e destruída. Diferente do que aconteceu no primeiro filme, em que praticamente não foi vista e em que a batalha principal aconteceu no meio do… deserto.

Odin, Friga e Heimdall fizeram alguma coisa! Tiveram suas personalidades exploradas! Demonstraram fraquezas, dúvidas e sentimentos! Não foi como no primeiro filme que eram personagens secundários, irrelevantes e vazios. E quando um destes três morre… dá uma dor no coração! Quase chorei. Aliás, quase chorei em duas ocasiões no filme. O filme é mais realista no que diz respeito às decisões que os personagens precisam tomar e a suas dúvidas, angústias e anseios. Embora haja maniqueísmo, ele não transborda e nem é levado às últimas consequências. Há verossimilhança dentro do contexto mágico e mitológico do filme, se é que vocês me entendem.

thor e odin o mundo sombrio

A mitologia escandinava também foi explorada ao se fazer referência aos nove mundos e ao trabalhar com eles. Além disso, este filme faz referência ao filme Os Vingadores, ou seja, à mitologia Marvel.

As batalhas foram muito boas e nem os exageros característicos de Hollywood atrapalharam. Havia uma mistura entre lutas medievais e de ficção científica. Mas a dinâmica do filme além de batalhas sensacionais, também trouxe momentos de risadas e consternação.

thor o mundo sombrio

Apesar de muitos clichês, de muitas coincidências improváveis durante todo o filme (alinhamento dos mundos, a cientista chata ser a infectada pela força anterior ao Universo – Éter -, o que desperta o vilão do filme, o vai e vem oportuno entre os mundos) e apesar da necessidade da Marvel de salvar não só a Terra e não só os nove mundos da mitologia nórdica, mas todo o universo, a trama foi legal.

A deliciosa Kat Dennings é uma delícia, rs. Tão engraçadinha!

kat dennings turbinadakat denningskat dennings delícia

Por fim, Loki é o melhor personagem de todos. Engraçado, irreverente, dúbio, imprevisível e fundamental para o sucesso do filme. Ele até se mostra frágil em dado momento. Tom Hiddleston é o ator que dá alma para o filme, pois o cara que interpreta Thor, Chris Hemsworth, pode ser substituído por qualquer alemão alto e forte que não faz diferença. É um ator comum. Sempre achei que Thor deveria ser interpretado pelo Arnold Schwarzenegger.

Loki

Poucos foram os poréns do filme:

1)      a cientista Jane Foster não precisava ter voltado para a trama. Natalie Portman não combina com a franquia e nem convence na forma “sombria”. Se eu fosse Thor pegaria a Sif. A direção teve que fazer a cientista esbarrar na porcaria do material visado pelo vilão para que a Natalie entrasse na trama. Que forçação de barra! Pô, tem a Sif ali para fazer par romântico. Tem os outros amigos asgardianos de Thor! Foca nesses personagens! Não em uma atriz emo de Holllywood.

2)      Sif, como dito, foi pouco explorada na trama. Mal teve relevância. Uma pena. Tão gatinha!

thor o mundo sombrio sif

3)      O vilão Malekith, bom, sei lá, não é muito intenso, mas dá medo mesmo assim. É de fato bem sombrio. Não sei, talvez não seja um porém. Acho que o vilão seja um aspecto positivo do filme, embora eu tenha gostado mais do braço direito dele. Aquele que deu pau tremendo em Thor. Doeu até em mim.

Enfim, assistam!

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5 pensamentos sobre “Thor – O Mundo Sombrio – Crítica

  1. Laura disse:

    Alguém poderia me ajudar,queria saber qual é exatamente a verossimilhança do filme Thor 2.

    • Adonis disse:

      Verossímil é aquilo que parece verdadeiro; que é crível. Dentro do contexto das histórias da Marvel e da mitologia nórdica, os limites e pressupostos foram respeitados. Odin fez o que se espera de um líder conservador e acuado; Heimdall se sentiu culpado por não ter percebido o ataque à Asgard, posto que tinha a função de guardião deste reino e a habilidade de enxergar longe. Friga amava os filhos e intercedeu por eles. Tentou compor a situação e preservar Loki. Thor, apesar de parecer uma boneca bombada, saiu dando porrada em todo mundo. Loki é embusteiro e trapaceiro como na mitologia nórdica. Asgard (um reino limpo e próspero) foi demonstrada, afastando a Terra, um local pouco importante, do centro dos acontecimentos, pelo menos em um primeiro momento. O feiticeiro vilão também foi respeitado pelo filme, pois nos gibis ele é fraco fisicamente, mas poderoso no aspecto mágico. Não verossímil, por exemplo, é o terceiro filme do Homem de Ferro, onde as armaduras que até o filme dos Vingadores eram sólidas e resistiam praticamente a tudo foram cortadas como lâminas de papel. Nada a ver! Sem falar do vilão daquele filme que de vilão não tinha nada. Ademais, houve uma destruição maciça e desnecessária de armaduras, o que é uma coisa estúpida de se fazer. Não verossímil também foi o filme Frozen que distorceu toda a história que o fundamenta – coisas da Disney. Eca! Em suma é isso.

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