Frankenstein – Entre anjos e demônios – Crítica

Depois de ter sido obrigado a assistir Blue Jasmine de Woody Allen, depois de ser conduzido coercitivamente para assistir “Ninfomaníaca – Infelizmente Volume 1” (putz ainda tem a continuação, ainda bem que tem uma gostosinha em ação para distrair) de Lars von Trier, e depois de ser intimado a assistir “A Grande Beleza”, de  Paolo Sorrentino, filmes intelectualóides, próprios para a classe média entediada e que adora exclusivismo, distinção do povão e masturbação mental (por exemplo: buscar saber se a narrativa em primeira pessoa é integralmente verdadeira ou não 0.0; tentar perceber associações, metáforas e referências esparsas a outras obras intelectualóide e ficar feliz quando consegue, fazendo questão de divulgar para todos lol, ou imaginar como seria o final do filme nos casos em que o diretor deixa perguntas no ar – óh!), finalmente fui assistir a um bom filme no cinema: “Frankenstein – Entre Anjos e Demônios”, dirigido por Stuart Beattie.

Eu avisá-los-ia para não lerem este texto antes de assistirem ao filme, pois vou escrever sobre bastantes coisas do filme, inclusive o final, mas achei desnecessário o alerta, pois o fim é óbvio. No final ele vai ficar ao lado dos anjos (óbvio), salvará o mundo (mais óbvio ainda), os demônios vão se foder (mais óbvio que isso impossível) e ele vai ficar com a mocinha (não preciso nem comentar).

Tirando isso e tirando a longa lista de clichês do filme:

– encontro e desencontros inexplicáveis e extremamente convenientes para o diretor;

– cientista novinha, gostosinha, bonitinha, casta, pura, ingênua, nobre, inocente, que trabalha sem saber para o demo, e única no mundo que pode ajudar o herói, ou seja, SÓÓÓÓÓ ela tem as respostas;

frankenstein strahovski lindafrankenstein Yvonne Strzechowskifrankenstein Yvonne_Strahovski

– maniqueísmo;

– o cara, Aaron Eckhart, mostrando o peitoral para a mocinha ficar molhadinha (veja que realmente ele está todo retalhado e colado, contendo partes de oito corpos diferentes!);

frankenstein entre anjos e demônios

– filosofia barata e frases feitas durante o filme inteiro (v.g. “vc só é um monstro se agir como um monstro”);

– posse de fodão do protagonista na última tomada do filme acrescentada de frases de efeito;

E fazendo vistas grossas ao fato de que:

– o demônio líder, Naberius (Bill Nighy), era um bosta e mal conseguia ser mau;

– a líder dos anjos, Leonore (Miranda Otto), era uma fraca que só fazia cagada;

– os arcanjos, Deus e Satanás não apareceram no filme, embora tenham sido mencionados;

– Frankenstein, apesar de ser constituído de parte de oito corpos, não tinha nada Frankenstein a não ser umas cicatrizes superficiais, e bota superficiais nisso, e nenhuma deformidade no corpo (sei que já disse isso, mas foi revoltante, devia ser no mínimo como o Frankenstein abaixo);

frankenstein_1994_movie_2_super

– não houve qualquer explicação sobre a origem dos anjos, que na verdade eram Gárgulas (?!);

– não foi explicado porque havia menos gárgulas do que demônios;

– havia uma gigantesca câmara mortuária embaixo da base de operações dos demônios que nenhum humano, em séculos, percebeu a existência, mesmo estando localizada em Paris, próxima a Catedral de Notre Dame, e mesmo estando ligada diretamente ao Inferno;

– não foi explicada a relevância da humanidade na trama ou para os desígnios do universo;

– os demônios eram fracotes;

– não foi explicada a razão da luta entre anjos e demônios não poder ser revelada para a humanidade;

– os dilemas do cara se restringem a ter ou não uma alma;

– o demônio de confiança do vilão morre de uma forma estúpida (um ardil imbecil da mocinha), assim como o anjo de confiança da rainha Gárgula, Gideon (em uma luta tola);

– as maquiagens dos demônios eram mal feitas e que asco algum causavam;

frankenstein demônio

– Frankenstein descobriu que tinha alma (óh!);

– a troca do livro de Frankenstein pela líder dos anjos é bem vagabunda;

– é uma cópia de “Anjos da Noite”;

Enfim, ignorando tudo isso e mais algumas coisas de que agora não me lembro agora, eu achei legal o filme.

Gostei de como anjos (gárgulas) e demônios morriam. Dá um efeito legal na tela – mas não assisti em 3D, pois acho uma merda, porque é mais caro e porque vou ao cinema para ver uma boa história.

Voltando aos pontos positivos do filme: a Catedral de Notre Drame estava linda! E foi dada bastante importância às anotações do cientista criador do Frankenstein, o que revela um bom estímulo para que crianças e adolescentes estudem.

Gostei do motivo que levou os demônios a buscarem Frankenstein – o primeiro ser não criado por Deus, a suposta ausência de alma e a possível industrialização da técnica. No final, quando se revelou o plano diabólico, houve clara alusão a “Van Helsing, o caçador de monstros”, um dos meus filmes favoritos.

Outro ponto positivo é que… ummm, o filme versa sobre lendas e mitos, o que eu adoro. Assisto a todos os filmes de fantasia. Semana que vem é 47 ronin!

Há algumas batalhas interessantes na película. Normalmente, lutas entre anjos e demônios são legais.

frankenstein batalha

Outra coisa que Frankenstein conseguiu fazer foi algo que jamais consegui fazer em jogos de guerra: jogar meus inimigos uns contra os outros quando estou prestes a ser derrotado. Sempre morria quando tentava fazer isso no Age ou no Warcraft.

Enfim, o filme é bom, embora eu tivesse feito tudo diferente, inclusive matar o Frankenstein já no começo do filme. Comigo é assim: se o personagem não tem carisma, morre! Quando eu terminar de escrever meu livro, “Lúcifer e a conspiração dos arcanjos”, vocês verão como seria uma guerra entre o Céu e o Inferno sob minha ótica.

Bom, prestigiem “Frankenstein – Entre anjos e demônios”!

Huehuehuehuehue

troll

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8 pensamentos sobre “Frankenstein – Entre anjos e demônios – Crítica

  1. Aurora disse:

    hahahahahaha!!!! crítica mais tosquinha do ano! nem sei por onde começar a comentar…

    vejamos: um homem que se recusa a ser educado cinematograficamente já é um horror; agora, um homem que é coagido pela namorada e não sabe dizer não, pior ainda 😛 Não irás ao ninfo 2. Irei acompanhada por um saco de pipocas, que pelo menos não reclama.

    agora, tenho que concordar que pelo menos metade do público assistindo os filmes que o senhor denomina, erroneamente, de intelectualoides (sem acento pelas regras novas, não é?) o faz porque gosta de masturbação mental, ou pior, como você mesmo apontou, porque considera este tipo de cinema uma distinção entre si e o populacho. Ridículos! Só não são mais ridículos que os capachos das namoradas kkkkkkk 😉

    o tal do frankenstein sendo um filme óbvio em todos os aspectos, clichês, e ainda por cima com um frankenstein sarado (por que isso não me surpreende?? rsrsrs Oras, ele precisava ficar com a mocinha no final, e ela não vai beijar um cara como o da foto que você colocou, e sim um que tenha tanquinho remendado kkkkkkk), e todos os fatores toscos que você apontou no filme, como tem coragem de dizer que é legal, e pior, ainda por cima recomendar seus leitores que alimentem a indústria mantenedora da tosquice??? Aaaaaffff, saudades de quando certos resenhistas ainda tinham senso de decoro….

    A catedral de Notre Dame é linda, não precisa de um filme para mostrar sua beleza resistente aos séculos…

    Em suma: leiam o livro da Mary Shelley, mocinha que escreveu o Frankenstein aos 19 anos de idade. Beeeeem mais criativa que esse povinho que mistura alhos com bugalhos, ou seja, anjos e demônios com Frankenstein….santa paciência!

  2. Adonis disse:

    Tosquinha?! Das críticas que li sobre o filme, é umas das mais minunciosas e extensas. Pontuou cada acerto e erro do filme e sobre ele atribuiu um tom crítico ou irônico ou empolgado.

    Acho que TOOOOOOOOOOOODOOOOOOS aqueles que não foram coagidos a assistirem ao filme ou que não foram apenas para ver as cenas de nudez e sexo gostam de masturbação mental e distinção social, rs. Por exemplo: – “Óh! Um dos protagonistas diz que não é religioso, mas a câmara capta uma Cruz na casa dele a todo momento. Por que será?! Óh! Óh! Óh! Isso é muito importante! Mudará minha vida! Isso é o que se espera de um filme intelectualoide (ou intelectualóide)! Ainda bem que o Lars von Trier não perdeu a mão!”

    Por que não trabalham com a religiosidade dos imperadores romanos? Esta foi muuuuuuuuuuuuuuuuito mais importante do que é a religiosidade de um personagem velho e fraco que leva uma estranha esfarrapada, suja e mal encarada para a casa e começa a fazer perguntas a esmo e associações de sexo com uma pescaria e com moscas \o/

    Na vida real ninguém em sã consciência faria isso. Pura masturbação mental de um filme que se pretende real. E aliás, quando se vê outro atirado no chão, aconselhável chamar, incontinenti, a polícia ou uma ambulância =p Já ouvi pessoas dizerem que jamais ajudariam alguém deitado no chão à noite em uma rua ou beco ermo e escuro, tal como demonstrado no filme suuuuuuuuuuper verossímil.

    E é legal, porque é um filme de fantasia e quem gosta de fantasia não abandona mesmo as “fantasias” consideradas ruins por quem não é da área dos sonhadores. Somos leais ao nosso gosto e presumo que a maioria dos que frequentam este blog gostem de fantasia, logo tenho total liberdade para recomendar o filme.

    E para quem não é da área da educação, cof cof cof, eu observo que as regras do acordo ortográfico assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990, e promulgado pelo DECRETO Nº 6.583, DE 29 DE SETEMBRO DE 2008, só serão obrigatórias a partir de janeiro de 2016:
    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Decreto/D6583.htm

  3. Clara disse:

    Intelectualoide pra mim são experiencias esteticas que você não experencia por prazer. É o que acontece com os criticos que leem classicos por obrigaçao, ou assistem filmes que não gostam e por isso só sabem rebuscar pedantismo em cima da obra. Toda experiencia de apreciaçao artistica deve ser vivida por prazer e por livre e espontaneo interesse, mas tambem é bom não ter preconceitos pra não acabar muito limitado. Descobrir, explorar, se surpreender, expandir o próprio repertorio, não pra colocar no facebook, nao por status social, mas pela experiencia pessoal que é se encantar com uma obra de arte.

  4. Sofia Torres disse:

    É um fato que é um filme muito divertido, com muita ação, mas como filme de terror-suspense definitivamente não funcionar, eu não gostei. No entanto, o filme me fez lembrar da série recém-lançado Penny Dreadful uma história que aborda as verdadeiras origens do outros clássicos como Frankenstein e Dorian Gray, eu recomendo muito.

  5. Sofia Torres disse:

    Honestamente, o filme não gostou, não nego que é divertido, mas faltava muito para conseguir cativar as pessoas. No entanto me lembrou a nova série Penny Dreadful cujo tema abordará a origem de alguns clássicos da literatura como o Dr. Frankenstein, Drácula e Dorian Gray.

    • Adonis disse:

      Adoro releituras de antigas e clássicas histórias, mas desde que elas sejam bem contadas =p Os diretores de filmes poderiam dar menos ênfase aos efeitos especiais e mais para a construção de uma história.
      Abraços e volte sempre!

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