Deuses do Egito Crítica positiva

Não tem muita lógica (plano de Set, principalmente) e é repleto de clichês, mas adorei o filme.

O filme é bem “viagem”. A Terra é plana e o sol é puxado por uma corrente! E os cenários são legais. A cidade dos deuses e a barca de Rá lembram Asgard dos filmes da Marvel, só que tudo muito mais reluzente. O sangue é de ouro! (e dá até para explicar porque os deuses gostam de ouro, mesmo tendo isso em suas artérias: para transfusão de sangue !!!). Os deuses são maiores do que os humanos e tem poderes bacanas.

O filme cria soluções constrangedoras e engraçadas para os problemas que aparecem. Também cria um mundo novo, todo particular, o que é bom, visto que eu, particularmente, já estou saturado do universo Marvel, Transformens e Velozes e Furiosos, e respeita em boa parte a mitologia clássica, considerando seus postulados, o que é muito difícil de se ver em filmes de mitologia clássica.

Normalmente, os filmes de mitologia são ruins (Fúria de titãs e Imortais) e fazem uma balbúrdia com os mitos (Fúria de Titãs 2). Neste caso, o plano de fundo, guerra entre Hórus e Set, foi respeitado. Rá e vários outros deuses apareceram em suas funções clássicas. Não há aquela necessidade idiota e explícita de vangloriar o ser humano, em frontal desrespeito ao princípio copernicano, ou de dizer que os deuses dependem de suas preces para sobreviver. Dá para fazer um filme de mitologia em que os deuses e outras criaturas são humanizadas, isto é, sem que haja necessidade de alguma forma colocar o ser humano e suas particularidades acima de qualquer outra coisa.

Gostei em especial do Tot. Ele é engraçado, afeminado e arrogante. Destoa dos outros personagens.

Anúbis também ficou bacana, principalmente quando ele chega e se retira. Apófis e a Esfinge de igual modo ficaram legais.

Néftis, Geb, Osíris e Ísis apareceram também no filme, mas poderiam ter sido melhor aproveitados.

A Zaya é linda =)

Bek, o ladrão, bem… é o personagem mais forçado do filme, mas dá para acostumar.

Os quatro deuses principais do filme (Hórus, Set, Hathor e Rá) ficaram bacanas, principalmente o vilão (lembrou um pouco 300 – Gerard Butler realmente nasceu para exortar as pessoas à guerra). Do poder da Hathor eu gostei também, rs. Hórus foi um pouco difícil de aceitar, mas no final do filme, ok, acabei acostumando também.

As transformações dos deuses em animais também são bacanas e há duas historinhas de amor em paralelo.

Sobre a polêmica do filme ser “branco” demais, bom, é verdade, foi uma falha terrível. Eu não deixaria “A Nova Teogonia”, se transformada em filme ou série, padecer desse vício. Mas todo erro pode ser corrigido. Não acho justo o filme ser lembrado só por causa disso e a imprensa criticá-lo tão asperamente, transcendendo a crítica política aos produtores do filme à técnica nele empregada (a qualidade dos efeitos especiais não é tão boa, e daí?). Quiçá, no futuro, meu livro, “A Nova Teogonia”, vire um filme, daí esse problema não existirá mais. Pode ser feito também o filme “deuses hindus” ou “deuses africanos” ou mesmo o “deuses do Egito dois” corrigindo-se o erro da falta de diversidade.

O visual do filme é muito bonito e a trilha sonora magnífica.

Eu recomendo o filme, desde que você não vá com a perspectiva de ver um épico.

 

No mais, seguem enquetes com os deuses egípcios que elaborei ao longo dos últimos anos. Vote!

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