Crítica: Thor Ragnarok

O filme é a história de um Ragnarok em que o povo asgardiano sobrevive (O.O) e em que naves e seres perdidos pelo espaço sempre caem no mesmo lugar: o planeta Sakaar (governado pelo Grande Mestre: Jeffrey Goldblum). Óóóóhhhhhh! Ou seja, é um filme infanto-juvenil, sem pé nem cabeça, que entende o universo como um lugar pequeno e repleto de alienígenas humanoides coloridos.

 

Mas, dessa vez, eu aprendi. Despojei-me de toda e qualquer expectativa de que o filme fosse um pouco fiel à mitologia, ou de que ao menos respeitasse algumas premissas mitológicas, e de que fosse heroico. Funcionou. Até consegui me divertir com mais um show de stand up da Marvel. Heroísmo em um filme de heróis, para quê?! Nem liguei para o fato de a morte do Odin (Anthony Hopkins) ter sido misteriosa e sem sentido, no melhor estilo “virei purpurina”, para o fato de na história Hela (Cate Blanchett) ser filha de Odin, e não de Loki (Thomas William Hiddleston), e para o fato de o Thor (Christopher Hemsworth, aquele que sempre tira a camisa) ter dado uma de Seya (Cavaleiros do Zodíaco), ganhando força depois de ver uma visão do seu pai, e de Goku, brilhando quando fica super poderoso. Deve ter sido influência do diretor Taika Waititi, um comediante.

 

A Hela foi adorável, gostei muito dela, mas fiquei com a impressão de que poderia ser melhor aproveitada. Ela apenas foi retratada como uma máquina assassina, e não como alguém que retirava seu poder de Asgard, que é o povo, e não o local, como o filme explica. Mesmo tendo seu poder oriundo de Asgard, que é o povo, e não o local, repito, segundo o filme, ela matou vários conterrâneos (inúteis), sem qualquer dificuldade, e mesmo assim não enfraqueceu. Ou seja, se ela retira seu poder de Asgard, que é o povo, e mata dezenas ou centenas de nativos, ela seria burra, pois estaria perdendo poder, mas no filme ela só o ganha (O.O). Apenas posso concluir que ou o filme tem uma premissa estúpida ou que ela retira poder da morte dos asgardianos (precisa ser a morte de um asgardiano, não sendo válida a morte de outras espécies). Sei lá, outras interpretações são possíveis, mas não vale o esforço, até porque seriam extremamente elásticas. Também tem a possibilidade de Hela retirar seu poder de Asgard (neste caso, Asgard seria o local, não o povo), mas se assim for, ela não aparecerá mais no universo Marvel, pelo menos com grandes poderes, pois Asgard (o local) foi destruído.

 

Do Surt (o do final do filme, e não o do começo) e do Fenrir também gostei, embora o lobo gigante tenha sido retratado de uma forma muito simpática. Inclusive eu estava torcendo para o lobo (não só por influência do meu cachorro, Poseidon). Aliás, o Surt ou Surtur parecia muito com o Barlroc (de O senhor dos Anéis), o Hades de Percy Jackson ou o Cronos de Fúria de Titãs. Da Valquíria não gostei (Tessa Thompson). Muito americanizada (depois falam mal do filme Deuses do Egito). Não me lembrou em nada uma mulher nórdica ou mesmo a cultura escandinava. Uma Valquíria alcoólatra… que ideia idiota. O Hulk (Mark Alan Ruffalo) está mais bobo e infantil do que nunca e achei que o Heimdall (Idris Elba) deveria ser melhor aproveitado. Sei lá. É o único personagem que inspira heroicidadeO Loki também não foi muito bem aproveitado desta vez. Até brincaram com a previsibilidade dele no filme. Sempre a mesma coisa.

 

Mas enfim, o filme até que é legalzinho, pena que é ruim e que filmes bons, como 300, não vendem.

 

Algumas enquetes envolvendo os deuses representados no filme:

 

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