Deuses gregos, celtas, nórdicos, egípcios, africanos e hindus (em festa) – Nota sobre “A Nova Teogonia”!

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Alguém comprou “A Nova Teogonia” pelo sistema da Editora! =) Livro I e Livro II Foi o primeiro assim vendido! É tão bom vender um livro para um desconhecido, e não apenas para conhecidos (familiares, amigos e agregados)… É claro que não ganhei quase nada financeiramente, mas estou muito feliz e os deuses protagonistas da “A […]

Xango – Deus do raio e do fogo

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Xango (Fonte: http://www.casaiemanjaiassoba.com.br/xango.html) Talvez estejamos diante do Orixá mais cultuado e respeitado no Brasil. Isso porque foi ele o primeiro Deus Iorubano, por assim dizer, que pisou em terras brasileiras. Xangô é um Orixá bastante popular no Brasil e às vezes confundido como um Orixá com especial ascendência sobre os demais, em termos hierárquicos. Essa […]

Ogum – Deus da guerra africano

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Ogum Fonte: http://www.casaiemanjaiassoba.com.br/ogum.html (melhor fonte de consulta sobre mitologia africana na internet) ====================================== Divindade masculina ioruba, figura que se repete em todas as formas mais conhecidas da mitologia universal. Ogum é o arquétipo do guerreiro. Bastante cultuado no Brasil, especialmente por ser associado à luta, à conquista, é a figura do astral que, depois de Exu, está […]

Grandes batalhas LXXXVI: Rio – 2016 Arco e flecha. A medalha de ouro vai para…

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Atividade de caça e guerra nos primórdios da civilização, o Tiro com Arco passou a ter popularidade como esporte a partir dos séculos XVI e XVII, com a prática de torneios na Inglaterra. Sua estreia nos Jogos Olímpicos foi no ano de 1900, em Paris. As mulheres começaram a participar da disputa já na edição […]

Iansã ou Oya e Oshun – Deusas africanas

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Iansã É relacionada ao elemento ar, sendo a divindades que controla os ventos. Tem temperamento agressivo. O nome Iansã é um título que Oyá recebeu de Xangô. Esse título faz referência ao entardecer, Iansã pode ser traduzido como a mãe do céu rosado ou a mãe do entardecer. Ao contrário do que muitos pensam Iansã […]

Exu – Deus africano

A palavra “Exu” significa, em ioruba, “esfera”, aquilo que é infinito, que não tem começo nem fim. Exu é o principio de tudo, a força da criação, o nascimento, o equilíbrio negativo do Universo, o que não quer dizer coisa ruim. Exu é a célula mater da geração da vida, o que gera o infinito, infinita vezes.

É considerado o primeiro, o primogênito; responsável e grande mestre dos caminhos; o que permite a passagem o inicio de tudo. Exu é a força natural viva que formenta o crescimento. É o primeiro passo em tudo. É o gerador do que existe, do que existiu e do que ainda vai existir.

Exu está presente, mais que em tudo e todos, na concepção global da existência. É a capacidade dinâmica de tudo que tem vida. Principalmente dos seres humanos que carregam, em seu plexo, o elemento dinâmico denominado Exu.

É aquilo que no candomblé chamamos de Bára, ou seja “no corpo”, preso a ele. É o que nos dá capacidade de agir, andar, refletir, idealizar. Sem o elemento Bára, a vida sadia é impossível. Sem ele, o homem seria excepcional, retardado, impossível de coordenar e determinar suas próprias atitudes e caminhos de vida..

Realmente, Exu está presente em tudo. E damos como exemplo inicial a concepção da geração da vida. O membro ereto do macho tem a presença de Exu- aliás, em terras da África, o membro rijo é o símbolo da vida, o símbolo de Exu – ; a penetração na fêmea, tema a regência de Exu; a ejaculação é coordenada por Exu; o percurso do espermatozóide dentro da fêmea, é regido por Exu; também na fecundação do óvulo Exu está presente. E quando a primeira célula da vida esta formada, a presença de Exu se faz necessária. Já na multiplicação da célula, a regência passa por Oxum, que vai reger o feto até o nascimento.

Exu também está presente no calor, no fogo, na quentura. Presente se faz nos lugares poucos arejados, nos lugares onde existem multidões, nos ambientes fechados e cheios.

Exu está na alteração do ânimo, na discussão, na divergência, no nervosismo. Está presente no medo, no pavor, na falta de controle do ser humano. Também está perto na gargalhada, no riso farto, na alegria incontida. Para nós brasileiros, amantes do futebol, Exu está presente no grito de “gol”, que soltamos de forma feliz e nervosa. É o desprendimento do nervosismo contido no peito.

Exu é a velocidade, a rapidez do deslocamento. É a bagunça generalizada e o silêncio completo. Diz-se que Exu é a contradição. É o sim e o não; o ser e o não ser. Exu é a confusão de idéias que temos. É a invenção, descoberta. Exu é o namoro, é o desejo, é o sentimento de paixão desenfreadas e é também o desprezo. Exu é a voz, o grito, a comunicação. É a indignação e a resignação. É a confusão dos conceitos ba´sico. Aquele que ludibria, engana, e confunde; mas também ajuda, dá caminhos, soluciona. É aquele que traz dor e a felicidade.

Para se ter uma noção do comportamento e da regência paradoxal de Exu, cito um de seus Orikis (versos sarados), que diz;

” Exu matou um pássaro ontem, com a pedra que jogou hoje”

Assim, pode-se ter uma idéia exata de quem Exu é, como é, e como rege as coisas. Ele esta presente em tudo….. em nada.

Exu esta presente no consumo de substâncias tóxicas, no álcool, na droga, no fumo. Ele é o sólido, o liquido e o gasoso. Está nas conversas de esquinas, de bares, de restaurantes, de praças. Está na aceitação ou recusa de qualquer coisa.

Está presente também nas refeições, pois ele é quem rege o ato de mastigar e engolir. A gula é atributo de Exu. Está no coito, no prazer sexual, na preguiça; mas também está presente na disposição, na energia, sem querer com isso carregar peso, pois Exu não gosta de carregar peso. Outro Oriki fala claramente sobre esta sua particularidade:

” Xonxô obé, odara kolori erú”

” A lâmina (sobre a cabeça) é afiada; ele não tem cabeça para carregar fardos”

Exu é tudo isso e mais. Fogo é o seu elemento, mas a Terra e o Ar são bem conhecidos de Exu. É a presença constante!

Mitologia

Exu é filho de Iemanjá e irmão de Ogun e Oxossi. Dos três é o mais agitado, capcioso, inteligente, inventivo, preguiçoso e alegre.É aquele que inventa historias, cria casos e o que tentou violar a própria mãe.

Numa de suas muitas histórias, podemos entender exatamente suas capacidade inventiva, sua conduta maquiavélica e sua maneira pratica de resolver seus assuntos e saciar seus desejos.

Conta-se que dois grandes amigos tinham, cada um deles,um pedaço de terra, dividido por uma cerca. Diariamente os dois iam trabalhar, capinando e revirando a terra, para plantio.Exu, interessado nas terras, fez a proposta para adquiri-las, o que foi negado pelos agricultores. Aborrecido, mas determinado a possuir aqueles dois terrenos, Exu procurou agir. Colocou na cerca um boné. De um lado branco, de outro vermelho. Naquela manhã, os amigos lavradores chegaram cedo para trabalhar a terra e viram o boné na cerca. Um deles via o lado branco e outro o lado vermelho.

Em dado momento, um dos amigos pergunto: – “O que este boné branco faz em minha cerca?” Ao que o outro retrucou: – “Branco? Mas, o boné é vermelho!”

– Não, não, amigo. O boné é branco, como algodão!

– Não, não é mesmo! É vermelho como o sangue!

– Não sei como você pode ver vermelho, se é branco, está louco?

– Não, o louco é você, que vê branco, se a coisa é vermelha!

Bem, daí desencadeou-se a maior discussão, até chegarem à luta corporal. E com as mesmas ferramentas de trabalho, mataram-se.

Exu, que de longe assistiu a tudo, esperando o desfecho já imaginado por ele, aproximou-se e assumiu a posse das terras, não sem antes fazer um comentário, bem ao seu estilo:

– Mas que gentes confusas, que não consegue solucionar problemas tão simples!

Esse é o tipo de Exu!

Não quero passar a impressão de que se trata de uma coisa ruim, má, mas Exu é nosso próprio interior, é a nossa intimidade, o nosso poder de ser bom ou mau, de acordo, com nossa própria vontade. Exu é o ponto mais obscuro do ser humano e é, ao mesmo tempo, aquilo que existe de mais óbvio e claro.

Assim é Exu, Senhor dos caminhos, pai da verdade e da mentira. O Deus da contradição, do calor, das estradas, do princípio ativo de vida. O mestre de tudo… e nada!

deus orixá exu

exu áfrica

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Iemanjá – Mitologia africana

Filha de Olokun, seu nome, Iemanjá, quer dizer “mãe cujos filhos são peixes”. É a divindade das águas salgadas e é tão velha quanto Obatalá e tão poderosa que, segundo dizem, por seu caráter forte e arrebatado, perdeu o domínio do mundo, ficando apenas com o domínio da superfície do mar. Casou-se primeiramente com Orumila, senhor da adivinhação e depois com Olofin (rei de Ifé), com quem teve dez filhos. Iemanjá, cansada de Ifé, fugiu. Anos antes, Olokun havia lhe dado um pequeno vidro com um preparado que, em caso de perigo, Iemanjá deveria romper. Quando estava cansada de fugir, ao invés de entregar-se, quebrou o vidro e, imediatamente, um rio começou a surgir, levando-a ao mar, lugar da morada de Olokun. Deu à luz aos 16 Orixás. Foi mulher de Babalú Ayé, de Aggayú, de Orula e de Ogum. Gosta de caçar e utilizar o facão. É indomável e esperta. Seus castigos são fortes e sua raiva, terrível, porém é justa. É protetora das doenças do ventre e das que possam causar morte na água, chuva ou umidade. É o Orixá que mais ama e protege seus filhos. Usa uma bata enfeitada com tiras azuis e brancas, símbolos do mar e da espuma. Seus símbolos são dois remos, a coroa, o leme, o barco, corais, o sol, a lua cheia, a sereia, pratos, um salva-vidas, uma chave, um chocalho azul, ventarolas redondas e tudo o que se refere ao mar feito de ferro, prata ou prateado.

Fonte: History Channel

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