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Lúcifer e a conspiração dos arcanjos – Partes 1, 2, 3 e 4

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Para quem estava acompanhando a história antes (eu havia publicado as partes 1, 2 e 3), observo que fiz alguns acréscimos e supressões no texto, sem contudo, mexer na estrutura dela. Esta é a versão definitiva que está em processo de registro na Biblioteca Nacional (para o fim de evitar lesão a direitos autorais). Com […]

Top 10 da Mitologia Judaico-Cristã – Veja as entidades mais poderosas da mitologia judaico-cristã!

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Leiam A Nova Teogonia Livro I e Livro II, livro de minha autoria. (quem leu, gostou) A Nova Teogonia tem na Livraria Cultura também! xxxxxxxxxxxxxxxxxx 10º Morte: Se você escapou da guerra, da fome e da peste, prepare-se! O Cavaleiro do Cavalo Baio (amarelo-esverdeado: a cor do cadáver que se decompõe) traz consigo a morte, a privação […]

Dagda, Mitologia celta. Dagda, o deus bondoso

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Textos retirados da internet. Depois eu os revisarei e os complementarei. xxxxxxxxxxxxxxxx O deus supremo do panteão celta é Dagda (mas em certas regiões e épocas sua consorte Danu parece ocupar essa posição). O Dagda é uma figura paternal, protetor da tribo e o deus “básico” do qual outros deuses masculinos seriam apenas variantes. Deuses célticos são entidades não muito […]

Grandes batalhas LVII: Hera vs Afrodite. Regulamentação da atividade dos profissionais do sexo.

E aí, vc é contra ou a favor? Vide argumentos e links abaixo antes de votar. Há uma entrevista com o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) logo abaixo, bem como o projeto de lei que causa celeuma na íntegra e seguido da justificativa.

Argumentos pró Afrodite:

Não são todos que querem tirar proveito da Copa do Mundo, muito menos, em tese, um deputado do PSOL. Ainda há pessoas dignas, de boa-fé e bem intencionadas no Brasil, mesmo no Congresso Nacional. Se partímos da premissa que o Brasil não tem jeito e que todos somos filhos da puta, o Brasil realmente não terá jeito. O deputado diferenciou prostituição de exploração sexual, são coisas diferentes! A exploração sexual, devidamente tipificada, é crime; não a prostituição, que apenas seria regulada e que mesmo hoje, nos termos da atual legislação, não é crime. Na exploração sexual, o dinheiro não fica com o profissional do sexo, mas sim com o cafetão ou cafetina, na prostituição a maior parte ou todo ele fica com aquele que prestou o serviço de natureza sexual e ninguém tem nada a ver com isso. Não há violência ou clandestinidade. E se houver, em tese, pagamento de impostos, pois alguns serviços poderm ser tributados, as prostitutas, travestis e garotos de programas terão um motivo a mais para reivindicar a atuação estatal, pois imposto tem caráter solidário e se destina a pagar as contas públicas do governo e financiar políticas públicas.

O objetivo da lei é proteger quem está nas mãos do cafetões. Se ainda haverá um monte de gente querendo tirar vantagem das prostitutas, mesmo com a entrada em vigor desta lei, isso é um outro problema que só a fiscalização e o estreito cumprimento da norma, se aprovada, vão impedir. Repito: quer-se proteger os prestadores do serviço sexual daqueles que se aproveitam disso e estimulam a perpetuação da atividade de exploração sexual ou mesmo de prostituição ao proibirem que a prostituta, travesti ou garoto de programa saia da prostituição quando julgar necessário ou conveniente.

Além disso, o projeto de lei em comento, se transformado em lei, em nada prejudicará medidas voltadas à educação e distruibuição de renda. Uma coisa não exclui a outra.

E lembre-se que alguém pensou nas prostitutas e tentou fazer alguma coisa. O projeto pode até não vir a funcionar se aprovado, mas é melhor fazer alguma coisa do que não fazer nada. Aliás criticar e dizer que falta educação é fácil, fazer algo diferente é para poucos. A lei não é um incentivo para a prostituição e estrangeiros já vem com a ideia na cabeça da exploração sexual, de sexo fácil, barato e sigiloso. Não é a entrada em vigor deste projeto que irá alterar a mente deles, incentivando-os a vir para o Brasil apenas para foder. Pelo contrário, pensarão duas vezes antes de fazer cagada, avalizar e contribuir com a exploração sexual.

Enfim, a finalidade da lei, que integra a norma e portanto deve ser observada, sob pena de invalidade, é reduzir os riscos da prostituição, afastando a exploração sexual, e criar políticas públicas e proteção a estes profissionais marginalizados. Assim, com a regulação, proteção e fiscalização previstas na lei, haverá menos marginalidade, pois uma parcela significativa da população será abrigada, e gastos públicos para cuidar de pessoas desorientadas que contraem doenças – seria como uma vertente da medicina preventiva, pois o poder público para fiscalizar, precisaria registrar e educar essas pessoas e donos de estabelecimentos de prostituição que não explorem os profissionais do sexo. Em suma é isso.

http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2013/01/15/deputado-quer-aprovar-ate-a-copa-do-mundo-projeto-de-lei-que-regulariza-a-prostituicao-no-brasil.htm

Projeto de Lei. Para vê-lo, clique aqui.

“Apresentada no congresso em meados de 2012, a PL 4.211/12 foi trazida à discussão devido à insistência de Wyllys para que ele tramite antes da Copa do Mundo e da Olímpiada.

– O projeto é urgente, sobretudo às vésperas dos grandes eventos (…) e não vamos ser ingênuos de achar que os turistas não vão demandar por esse serviço sexual. Então, as prostitutas têm de ter um ambiente seguro para prestar esse serviço – afirmou, em entrevista ao iG.

Essa declaração do deputado causou ainda mais protestos por parte dos opositores da PL, segundo os quais a proposta de Wyllys serviria apenas para transformar o Brasil em um destino para o turismo sexual.

Apesar da manifestação de representantes de diversos setores da sociedade, o deputado tem buscado defender o projeto afirmado que seus opositores são “a bancada conservadora que reúne evangélicos fundamentalistas, católicos fundamentalistas e conservadores laicos, que não são católicos nem evangélicos, mas são conservadores, hipócritas, moralistas”.

O deputado afirmou ainda que a proposta deve ter mais chances de ser aprovada no Congresso do que a da criminalização da homofobia, pois a prostituição é um serviço utilizado por muitos de seus colegas parlamentares.

As prostitutas, embora estigmatizadas e marginalizadas, são uma categoria menos odiada que os homossexuais. E tem outro fator, eu diria que 60% da população masculina do Congresso Nacional faz uso dos serviços das prostitutas, então acho que esses caras vão querer fazer uso desse serviço em ambientes mais seguros – declarou Wyllys.”

 

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Argumentos pró Hera:

Argumentos retirados de um blog religioso.

isso é um absurdo.em vez de encentivar a prostituição,deveria ajudara acabar com ela

EM UM PAIS ONDE TEM TANTOS PROBLEMAS SOCIAS COMO A SAUDE E A DISTRIBUIÇÃO DE RENDA AINDA TEM DEPUTADOS QUE TEM A AUDAÇIA DE PERDE TEMPO COM UMA QUESTÃO DESTA,FICO IMAGINANDO SE ELE TIVESSE FILHAS OU PARENTES NA PROSTITUIÇÃO SE ELE APROVARIA UMA LEI COMO ESTA,ELE E OUTROS DEVERIAM SE PREOCUPAR COM PRIORIDADES,ELE ESTA QUERENDO AGRADAR A QUEM,FAÇA-ME UM FAVOR SE PREOCUPE COM ALGO MAIS IMPORTANTE PARA FAZER,NAS ELEIÇÕES VAMOS MOSTRAR A NOSSA FORÇA NO VOTO ELEGENDO PESSOAS QUE REALMENTE SE PREOCUPEM COM ESTA NAÇÃO E OREMOS AO NOSSO DEUS PÁRA QUE ESTA PROSTITUTAS POSSAM SAIR DESTA VIDA,EM NOME DE JESUS.


Essa argumentação de que “A mesma sociedade que desaprova a prostituição a utiliza “ é fraca. Porque a sociedade não é somente composta de pessoas que utilizam os serviços dos profissionais do sexo, existem Milhões de Católicos e Evangélicos no Brasil que não utilizam a pratica da Prostituição, pois apesar de ser uma profissão antiga sempre teve reprovação da Bíblia.
Gálatas 5:19 – 21
19 – Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia,
20 – Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias,
21 – Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.
I Corintios 6:18
18 – Fugi da prostituição. Todo o pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo.
Será que esse deputado que é contra a moral e os bons costumes não esta de Olho nos votos dos Profissionais do Sexo?



CARO DEPUTADO, WYLLYS.
PROSTITUIÇÃO, FORNICAÇÃO, HOMOSSEXUALISMO E MUITAS OUTRAS PRÁTICAS DO GÊNERO. NÃO OBSTANTE SEREM “ANTIGAS”, COMO ANTIGO É SATANAZ, O INSPIRADOR DESSES MALES, SÃO TODAS ILÍCITAS DO PONTO DE VISTA DE DEUS.

Renata Moreno: “Um dos opositores do projeto é a feminista Renata Moreno, membro da direção executiva nacional da Marcha Mundial de Mulheres, que afirma que a regulamentação pode levar à “legitimação e naturalização de um modelo de sexualidade opressor e que deve ser mais discutido”.

– Somos críticas a essa visão de que é preciso regulamentar a prostituição. Precisamos fazer um debate amplo sobre o que isso significa, e a Copa é um momento oportuno para isso. Mas precisamos discutir a prostituição não só no âmbito das cidades que vão receber a competição, mas também a prostituição nas rodovias, nas construções de hidrelétricas e nos rincões do país – declarou Renata Moreno, segundo O Estado de Minas.”

Carlos Henrique (PRB): Acho que seria temerário legalizar uma profissão como esta, ligada ao submundo do tráfico de drogas e de mulheres. O Estado precisa de fato dar algum amparo e algum acompanhamento. Essas pessoas não devem ser marginalizadas e abandonadas pelo Estado. Mas não acredito que a legalização seja a saída

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ENTREVISTA COM O DEPUTADO Jean Wyllys (PSOL-RJ):

Em um prostíbulo, mulheres adultas são forçadas a prestar favores sexuais e a conviver com menores exploradas. O dinheiro fica para o cafetão e, se alguém denunciar, corre risco de morte. Embora criminosa, esta cena não é tão excepcional quanto parece –ela faz parte do cotidiano de muitas cidades brasileiras.

No Brasil, prostituição não é crime, é uma profissão legalizada. Ilegais são as casas de prostituição, o que dá margem aos mais diversos tipos de abusos e corrupção.

De olho no aumento da exploração sexual durante a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) protocolou um projeto de lei na Câmara dos Deputados para regularizar a profissão das prostitutas. Ele quer que a proposta seja aprovada até 2014, para evitar a proliferação de casos como o divulgado no último dia 10, quando uma  jovem conseguiu fugir de uma casa onde era explorada sexualmente e mantida em cativeiro, em São Paulo.

Não é a primeira vez que uma iniciativa como a de Wyllys é levada a cabo no Brasil. O ex-deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) já havia protocolado um projeto semelhante durante seu mandato (1995-2011), mas o texto foi arquivado após ele deixar a Câmara. Agora, o diálogo com as prostitutas voltou a ganhar força, com a expectativa gerada por estes dois grandes eventos esportivos.

Em entrevista ao UOL, Jean Wyllys explicou a necessidade de um projeto como este, enfatizando sempre a urgência da regularização das casas onde são prestados serviços sexuais e a diferença entre prostituição e exploração sexual.

UOL – Por que um projeto de lei que regulamente o trabalho das prostitutas?
Jean Wyllys – Há uma demanda pelo serviço sexual das prostitutas e dos prostitutos, pois a prostituição não é só feminina. Essas pessoas existem, elas são sujeitos de direitos. As prostitutas se organizaram em um movimento político nos anos 70 e início dos anos 80, um movimento que no Brasil foi encabeçado principalmente pela Gabriela Leite, fundadora da grife Daspu e presidente da ONG Da Vida. O projeto é um esforço de atender à reivindicação deste movimento. Tais reivindicações estão em absoluto acordo com a minha defesa pelas liberdades individuais, pela defesa dos direitos humanos de minorias, ou seja, não é uma pauta alienígena ao meu mandato, ao que eu defendo, como os direitos sexuais e reprodutivos da mulher, a descriminalização das drogas e os direitos dos LGBTs. Já houve uma tentativa de atender à demanda deste movimento antes [com o ex-deputado Gabeira], e eu retomei. Então temos uma segunda tentativa agora, com um projeto mais bem-elaborado e construído em parceria com o movimento social. Antes de eu protocolar esse projeto, ele foi submetido a várias reuniões com lideranças do movimento das prostitutas e com feministas. Foi um projeto amplamente discutido.

UOL – Em que pé está a tramitação do projeto na Câmara?
Wyllys
 – O projeto está agora na Comissão de Direitos Humanos e Minorias, onde será relatado pela deputada Érika Kokay (PT-DF), que é favorável a ele. Em seguida, vai para a Comissão de Seguridade Social e Família e, depois, para plenário. Mas esse projeto tem um objetivo maior, que é garantir dignidade às profissionais do sexo, reconhecer seus direitos trabalhistas. Atualmente, elas não contam com dignidade, são exploradas por redes de tráfico humano, por cafetões e por proxenetas. Por que isso acontece? Porque a prostituição não é crime no Brasil, mas as casas de prostituição são. E são poucas as prostitutas que trabalham de maneira absolutamente autônoma, sem precisar de um entorno e de relações. Então, a maioria delas acaba caindo em casas que operam no vácuo da legalidade. O projeto quer acabar com isso. Garantir, portanto, direitos trabalhistas e uma prestação de serviço em um ambiente absolutamente seguro. Outro objetivo do projeto é o combate à exploração sexual de crianças e adolescentes. Um erro muito cometido pela imprensa, um erro comum, é falar em prostituição infantil. Não existe prostituição infantil. A prostituição é uma atividade exercida por uma pessoa adulta e capaz. Se uma criança faz sexo em troca de dinheiro, em troca de objetos, seja lá o que for, esta criança está sendo abusada sexualmente, e exploração sexual é crime. Atualmente, muitas crianças são exploradas em casas de prostituição, justamente porque essas casas são ilegais, elas não têm fiscalização. Quando a polícia consegue investigar uma casa, o policial acaba recebendo propina. E as prostitutas adultas não podem sequer denunciar. Se denunciarem, o proxeneta mata. É uma situação que não pode continuar. O que pode resolver este estado de coisas é um projeto que regulamente a atividade das prostitutas e torne legais as casas de prostituição.

UOL – Então o projeto está focado na legalização das casas?
Wyllys – 
Exatamente, porque a prostituição não é crime no Brasil. A prostituição é estigmatizada e marginalizada, mas não é crime o que a prostituta faz, ela não é uma criminosa. O que é crime, segundo o Código Penal, é a casa de prostituição. Só que, ao fazer da casa de prostituição um crime, a prostituta é taxada como criminosa, porque nenhuma prostituta é autônoma a ponto de trabalhar sozinha. E, embora a casa de prostituição seja crime, eu, você, toda a imprensa e a polícia sabe que há casas de prostituição funcionando. Se estão funcionando no vácuo da legalidade, alguém está permitindo que funcionem assim, alguém está recebendo propina para não denunciá-las. Temos aí o crime da corrupção policial como um crime decorrente da ilegalidade das casas. Então, é melhor para todo mundo que as casas operem na legalidade, que o Estado possa recolher impostos, fiscalizá-las, levar políticas públicas de saúde da mulher e, sobretudo, proteger as crianças e adolescentes.

UOL – O projeto de lei contempla apenas prostitutas mulheres acima dos 18 anos ou outras formas de prostituição, como a masculina e a de travestis?
Wyllys – 
Todas as pessoas adultas e capazes, incluindo as mulheres transexuais, as travestis e os garotos de programa. Então, a ideia é para todos, é um projeto que vai se aperfeiçoar na medida em que ele for sendo relatado, porque a cada relatoria novas questões vão sendo incorporadas. Num primeiro momento, eu ouvi muito mais as mulheres, é verdade, porque esse movimento está organizado desde o final dos anos 70. Os garotos de programa não se mobilizaram em um movimento político, eles existem como um coletivo disperso.

UOL – Há um prazo para o projeto ir a plenário?
Wyllys – 
Não, não há um prazo, porque tem a tramitação nas comissões. Eu vou colocar todas as minhas relações na Câmara para fazer o projeto tramitar, e é claro que eu vou contar com aliados, porque haverá uma bancada que provavelmente vai se opor ao projeto, e vai se opor por puro moralismo. A oposição que eu vou ter é esta, é uma oposição moral. Mas eu vou concentrar todos os meus esforços para fazer o projeto tramitar o mais rápido possível, antes da Copa do Mundo. Talvez converse com as lideranças da bancada do PT, que são prováveis aliados, com bancadas de esquerda e com a bancada feminina, que é uma bancada controversa, porque não há um consenso nesta bancada sobre a prostituição.

UOL – Quais as principais barreiras para a aprovação do projeto no Congresso?
Wyllys – 
Essa bancada moralista, a bancada conservadora que reúne evangélicos fundamentalistas, católicos fundamentalistas e conservadores laicos, que não são católicos nem evangélicos, mas são conservadores, hipócritas, moralistas.

UOL – E as principais barreiras na sociedade na luta pelos direitos das profissionais do sexo?
Wyllys – 
Eu não sei dizer, não vou falar em nome de toda a sociedade, detesto essa generalidade. A sociedade é muito diversa para eu falar em nome dela. O que posso dizer é que, desde que protocolei esse projeto, tenho recebido reações de apoio que me surpreendem, que vêm de pessoas que eu nem esperava que fossem apoiar. E, ao mesmo tempo, claro que apareceram vozes dizendo que o deputado Jean Wyllys quer incentivar a prostituição. É um discurso rasteiro. Eu não quero incentivar a prostituição, as prostitutas existem, elas estão aí prestando serviço, e, se há um serviço, há demanda. A sociedade que estigmatiza e marginaliza a prostituta é a mesma sociedade que recorre a ela. Eu não estou inventando este estado de coisas. Na narrativa mais antiga produzida pela humanidade, a prostituição já é citada. Não é à toa que dizem que é a profissão mais antiga do mundo. Eu quero dar dignidade a estas profissionais, sobretudo o proletariado. Pois aquela prostituta de classe média alta que divide um apartamento no Rio ou nos Jardins de São Paulo talvez seja menos vulnerável que o proletariado da prostituição, que depende das casas e de exploradores sexuais. Eu quero proteger os direitos delas, garantir a dignidade e combater a exploração sexual de crianças e adolescentes. Qualquer pessoa de bom senso entende isso e se coloca a favor do projeto. Quem tem se colocado contra é quem quer deturpar deliberadamente o projeto ou pessoas muito moralistas, que acham que a prostituição é um mal em si. E aí não adianta você argumentar que é uma questão de liberdade individual, que uma pessoa adulta pode escolher ser prostituta. Se as pessoas não compreendem isso, vão achar sempre que a prostituição é uma desgraça.

UOL – Que situação o senhor visualiza no Brasil durante a Copa e as Olimpíadas?
Wyllys – 
Eu acho que vai haver um aumento da demanda por serviços sexuais, porque haverá muito mais turistas. As pessoas vão prestar esses serviços, então que elas prestem os serviços dentro de regras mínimas, que proteja tanto um quanto outro. Quantos turistas não são levados por redes de exploradores de prostitutas, em que elas servem de laranja para um crime? É para proteger ambos os lados, não só o lado de quem oferta o serviço, mas também de quem demanda.

UOL – O senhor conversa com prostitutas sobre as perspectivas para esses dois eventos esportivos?
Wyllys – 
Sim, claro. Como eu disse, esse projeto foi construído com elas. Estive com prostitutas no Pará, na Bahia, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais. E por meio de redes sociais. É uma demanda das prostitutas, que encontraram no meu mandato o diálogo que elas tinham antes com o Gabeira. Eu sou o único deputado hoje que pode abrir o mandato para essa demanda. Os deputados têm medo dessa pauta, têm medo de serem estigmatizados por essa pauta, de serem difamados e de perder as eleições. Eu não tenho medo de perder as eleições, não nasci deputado, sou professor universitário e jornalista. Se eu não conseguir me reeleger na próxima eleição, tenho meu trabalho, minha profissão. Então, eu não vou temer defender uma minoria. As prostitutas têm uma perspectiva em relação à Copa do Mundo e às Olimpíadas de que a exploração vai aumentar, elas vão ser expostas a uma violência ainda maior, a integridade das crianças e adolescentes vai estar ainda mais ameaçada.

UOL – Como o senhor avalia o surgimento de movimentos neofeministas como o ucraniano Femen, que realiza protestos na Europa contra a prostituição?
Wyllys – 
Existem feminismos no plural, e não feminismo. Eu não vou falar do Femen, porque não conheço essas meninas, para além de elas colocarem o peito na rua. Mas eu conheço o feminismo de longa data, eu me considero feminista e tenho muitas amigas feministas. Há um feminismo de viés esquerdista e socialista que é abolicionista, ou seja, quer abolir a prostituição, porque considera a prostituição um subproduto do regime capitalista. Esse discurso é equivocado, na medida em que antes do capitalismo já existia a prostituição. De mais a mais, todos somos mercadoria numa sociedade capitalista, todos nós vendemos a nossa força de trabalho, utilizamos o nosso corpo para empreender e executar esse trabalho. Não é por conta disso que a gente vai negar a uma categoria os direitos trabalhistas. O outro equívoco desse feminismo socialista é que ele advoga pela autonomia da mulher sobre o seu corpo, e aí quer tutelar o corpo da mulher dizendo que ela não tem o direito de prestar um serviço sexual com o seu corpo. Que história é essa? Então você faz um discurso de que quer libertar a mulher e de que a mulher é dona de seu corpo, que não se pode tutelar o corpo da mulher, para tutelar o corpo da mulher? Ora. Tanto é que na França há um embate entre a ministra dos Direitos das Mulheres [Najat Vallaud-Belkacem, que é feminista abolicionista] e o movimento das prostitutas, que dizem “nós escolhemos ser prostitutas, não somos vítimas. A gente só quer trabalhar com dignidade e garantir os nossos direitos”. Ou seja, a mulher tem que ter autonomia sobre o seu corpo, inclusive para se prostituir, se ela quiser. E há ainda um terceiro ponto no discurso dessas feministas, que as coloca ao lado da Igreja. Se estas feministas lutam pelo direito ao aborto, como elas podem dar mão à igreja contra o direito à prostituição? Não lhe parece um paradoxo, que elas defendam o direito ao aborto e neguem à mulher o direito a se prostituir? Isso é moralismo e um policiamento da sexualidade feminina.

 

afrodite-venus_de_beaugereauhera 3 Deusa Hera