Grandes batalhas CXIV: Viver eternamente é um bom negócio ou é uma maldição?

Esta galeria contém 8 imagens.

Anúncios

Grandes batalhas XCIX: Amor, como ele se manifesta em você?

Esta galeria contém 10 imagens.

A ninfa Eco foi amaldiçoada pela deusa Hera. Como falava demais, a incumbência de distrair Hera, enquanto Zeus fugia com as demais ninfas, foi dada a Eco. Descoberta a estratégia pela deusa, Eco, como punição, foi condenada a repetir as últimas palavras proferidas pelo interlocutor. A ninfa amaldiçoada se apaixonou por Narciso, mas este não lhe […]

Grandes Batalhas LXXVIII: Soberba! Atena vs Leto, a arrogância dos deuses

Esta galeria contém 11 imagens.

Soberba: O mesmo que arrogância, se sentir superior, auto-confiança em exagero. As vítimas desse pecado demonstram as seguintes características: 1) se acham espertalhonas, pensam que só elas entendem um determinado assunto, acreditam que sempre têm a razão ou a solução para problemas; 2) não têm capacidade de perceber que isso não é verdade, mesmo que o […]

Grandes Batalhas LXXVII: Poseidon vs Atena, a revanche

Esta galeria contém 11 imagens.

Poseidon cobiçava os reinos terrestres e reivindicou, certa vez, a posse da Ática, cravando seu tridente na Acrópole de Atenas, de onde imediatamente brotou um poço de água salgada, ainda hoje existente. Quando sopra o Vento Sul (Notus ou Auster), pode-se ouvir o rumor das ondas. Mais tarde, durante o reinado de Cecrope, Atena chegou […]

Deméter ou Ceres e as lendas a ela relacionada (Eresictão, Despina e Perséfone)

Uma das 12 divindades máximas do Olimpo, a morada dos deuses gregos, Deméter era a responsável pela fertilidade da terra. A deusa – de cujo nome romano, Ceres, vem da palavra cereal – amava os campos e preferia passar o tempo em longos passeios pelas plantações, permanecendo no Olimpo apenas o necessário para participar de conselhos e julgamentos. Generosa em sua atribuição de prover o alimento era mais amada do que temida pelos homens.

Deméter é considerada a deusa da agricultura na Mitologia Grega, ela era quem nutria a terra. Era também considerada como a protetora do casamento, deusa da gestação e das leis sagradas. Uma das doze divindades do Olimpo, filha de Cronos e Réia. Com Iásion, teve um filho chamado Pluto, que morreu após ser atingido por um raio que Zeus enviou por descobrir que que Deméter e Iásion eram amantes. Zeus teria cegado Pluto por ele ser tão generoso e só conceder suas riquezas as pessoas honestas, e cego ele não poderia se diferenciar – Pluto havia herdado de sua mãe a generosidade.

De um romance com o supremo Zeus, Deméter teve uma filha, Perséfone, uma deusa tão bela quanto Afrodite ou Nêmesis. Certo dia, Perséfone colhia flores quando foi notada por Hades, o senhor do mundo subterrâneo, lugar por onde as almas vagavam após a morte. Impressionado pela beleza de Perséfone e influenciado por uma seta lançada por Cupido, Hades se apaixonou e a raptou.

Deméter ficou furiosa. Sua dor e indignação foram tamanhas que o próprio Zeus se dispôs a impedir o casamento. Não conseguiu trazer sua filha de volta, porque ela havia comido uma Romã do Inferno (diz a lenda que quem come algum grão nas profundezas não pode mais de lá sair), mas depois de muita negociação e para evitar uma guerra civil, os deuses chegaram a um acordo: Perséfone viveria nove meses com a mãe, na terra, e três meses com Hades, no reino dos mortos – em certas versões seriam seis meses em cada lugar. A partir daí, durante o tempo em que fica sem a filha, a desolação de Deméter a impede de exercer sua influência benéfica sobre a natureza: são os tempos invernais, em que a vida se recolhe e nada floresce.

Também teve dois filhos com Poseidon que a desejava muito – Deméter então em uma tentativa de tirar Poseidon de sua vida se transformou em égua, mas ele soube de seu plano e se transformou em cavalo e assim nasceu Aríon*, que era um cavalo mágico que podia falar, e Despina.

Nessa mesma época que Poseidon teve essa atitude, foi a época da fome, pois Deméter ficou muito indignada e saiu do Olimpo, então a terra ficou estéril. Foi então que ela recebeu outros nomes como, a Negra por ter ficado de luto e também o nome de Erínia por causa de sua ira. Então Deméter decidiu se banhar no rio Ládon, que era o rio que tinha o poder de apagar as mágoas, foi assim que Deméter resolveu voltar para o Olimpo.

*Árion:
Era um cavalo de crinas azuis, nascido com o poder da fala e de ver o futuro. Talvez o cavalo terrestre, mais rápido da mitologia grega, possuía o dom de salvar os heróis rapidamente e com bravura, e levá-los para locais seguros longe do perigo.

Deméter e Eresictão

Qualquer mortal sensato sabia que o respeito era a principal oferenda que se devia a Démeter, a deusa da fertilidade. Sem os favores dessa importantíssirna divindade, qualquer criatura estava ao desamparo. Tudo ao seu redor virava secura e desolação, ate que o desgraçado se decidisse a tambem venerar a exigente deusa. Além do mais, não havia razão alguma para que se faltasse com este dever, pois ela era, dentro do panteão das divindades, uma das mais simpáticas e dignas.

Havia muitos bosques consagrados a Démeter, e é num deles que esta história começa. Era geralmente durante as primeiras horas do dia que os devotos de Démeter vinham fazer as suas oferendas, para agradecer a boa colheita ou para pedir que a próxima fosse mais abundante. Ao centro da floresta postavam-se us fiéis. Modestos camponeses, homens e mulheres, trazendo pequenos cestos com urna ou duas frutas, apenas, forrados com flores que as crianças colheram no próprio bosque, pana tornar sua oferta um pouco mais caprichada. Outros, ainda, ofereciam a Démeter apenas simulacros de ofertas: no lugar de pães, pequenos arranjos redondos de terra, recobertos com uma leve mão de farinha. Oficiando o culto, costumava ficar a sacerdotisa de Démeter, envolta em seu manto e segurando um feixe de espigas.

A deusa, em algum lugar, a tudo observava. De repente, porém, ouviu-se, vindo de fora do bosque, um rumor de vozes masculinas, nas quais gritos entremeiam-se a cantos. Não são, contudo, cantos sacrificais. O ruído do vozerio aumenta a ponto de a sacerdotisa ver-se obrigada a interromper o culto. Logo surge por entre as árvores um grupo de homens que tem o ar descontraído e folgazão. Eles portam grandes machados sobre os ombros e olham divertidamente, cutucando-se uns aos outros, ao perceber o que se passa. — Vai demorar muito ai, dona sacerdotisa? — pergunta um deles, com o grande dente de ferro do seu machado faiscando no ar e com um olhar de impaciência. — O tempo suficiente para que o silencio se restabeleça e possamos reco¬meçar nosso culto — respondeu a sacerdotisa, calmamente, dando-lhe as costas.

Um homem gordo e imenso — que parecia ser, de fato, o líder do grupo afasta com uma das mãos o lenhador, como quem afasta um galho do rosto. Depois, adiantando-se, torna a palavra: — A senhora pode prosseguir com sua ladainha, que nós cumpriremos a nossa tarefa, a nosso modo disse. — Adiante, vamos colocar abaixo estas árvores! Esse homem contundo era Eresictão, homem rico e poderoso. Ele estava decidido a construir um novo palácio para si com a madeira de toda a floresta. —0 que pensa que está fazendo? — gritou, indignada, a sacerdotisa. Mas sua voz humana já não é o bastante para se sobrepor ao ruído dos machados, que estalam com vigor sobre os troncos das árvores. Démeter, que tudo ve, decide ela própria tornar a palavra, falando pela boca de sua sacerdotisa. — Fora, invasores! — gritou a deusa, cuja voz vibrante silenciava todos os machados.

— Como ousam destruir este bosque, consagrado exclusivamente a mim? — Preciso destas árvores, dona — disse Eresictão. — Ninguém tocará nestas árvores, sob pena de terrível castigo — advertiu Démeter. — Dona, não fique nervosa. vi milhares de bosques espalhados por toda esta região. Escolha outro e deixe-nos trabalhar em paz. — Você insiste em me desafiar? — disse a deusa, encolerizando-se. O homem, ao perceber que Démeter avançava para si, empunhou com vigor o machado. — Para trás, mulher, ou a farei em pedaços! Démeter, então, resolveu aparecer com a sua própria aparência. — Maldito! — gritou a deusa. — A partir de agora você está sob o peso da minha maldição… Eresictão, diante daquela assustadora intervenção, deu um grito de terror, lançou para o alto o machado e pôs-se a correr, espavorido, juntamente com os seus homens. Chegando a seu castelo, Eresictão correu para os seus aposentos.

Decidiu andar um pouco pelo quarto, para dissipar o medo. Ali vagou durante longos cinco minutos, ate que uma fome repentina o obrigou a sair. Pé ante pé, Eresictão retornou ao salão. Tinha um vago receio de que algo pavoroso tivesse acontecido. NÃO, tudo parecia em ordem. A sua querida mesa ainda estava lá, embora terrivelmente vazia. Ainda era cedo, mas a correria e o terror adiantaram o relógio do seu estômago. — Cozinheiros! — troveja Eresictão. — Pois não, senhor? — responderam os quatro cozinheiros. — Estou morto de fome. Adiantem o almoço. — Sim, senhor — e voltaram à cozinha. Urna fome terrível lhe devorava as entranhas. Nunca sentira fume parecida. — Vamos, tragam logo a comida! — rugia Eresictão, sentindo um vácuo crescer-lhe no estômago. Imediatamente os criados surgiam com os primeiros pratos, que desapare¬ceram em questão de minutos em sua goela voraz.

Sua fome gigantesca, porém, em nada foi aplacada. — Mais comida! — rugiu outra vez Eresictão. Os quatro cozinheiros preparavam tudo o que enxergaram na despensa, enquanto os criados levavam para o salão imensas travessas repletas de comida. Instantes depois retornavam com elas completamente limpas. — Mais comida! — ouvia-se, ainda. Nada parecia bastar ao apetite bestial de Eresictão, que começava a se tornar colérico. — O que está havendo ai dentro? — gritou, com a boca cheia. — Tragam comida de verdade! Numa medida extremada, o chefe dos cozinheiros ordenou que o maior dos javalis fosse abatido e assado imediatamente sobre uma grande fogueira, montada às pressas no pátio. O dia fez-se noite quando a fumaça do assado levantou-se das brasas e cobriu o sol como uma imensa nuvem de incenso. Eresictão, sentado à mesa, despejou sobre ela uma cachoeira de saliva, enquanto aguardava, impaciente, o prato principal. Dez escravos carregaram numa imensa bandeja de prata o monstro doura¬do e fumegante, coberto de ervas aromáticas e guarnecido por fatias de duzentos abacaxis. O maravilhoso prato chegou aos olhos de Eresictão como uma sublime oferenda de buro. Em dez minutos a travessa retornou a cozinha contendo so¬mente OS ossos do javali, empilhados junto as suas presas.

— Mais comida! — era o refrão incessante que se ouvia no salão. Florestas inteiras de verduras já haviam entrado para dentro do estômago do patrão; uma plantação inteira de batatas também sumiu nos abismos daquela caverna sem fundo. Sua fome colossal era acompanhada de urna terrível sede, que o obrigava a beber sem parar imensas jarras de vinho, que ele lançava, de¬pois de esvaziadas, a cabeça confusa dos seus escravos. — Tragam mais! Eresictão não se levantava da mesa. Quanto mais comia, mais insistentes tornavam-se os seus pedidos. Os cozinheiros já não sabiam mais o que colocar nas panelas Todas as aves de criação já haviam passado pelo holocausto das chamas. No terror das exigências, treze gatos, vinte cachorros e ate mesmo a parelha de cavalos que puxava o carro de Eresictão foram lançados vivos na fornalha. Ele não distinguia mais nada, engolindo ate us ossos. Quando chegou a noite, Eresictão ainda estava a mesa. Seu rosto, no en¬tanto, estava um tanto mais magro, e sua pança parecia ter recuado um pouco para dentro do manto. Por incrível que parecesse, Eresictão estava emagrecen¬do! Preso a mesa,o pobre homem, implorava: — Comida, meus escravos… Por Zeus, mais comida…

A noite passou-se em comelanças. Não tendo mais, enfim, o que comer em casa, Eresictão saiu em desespero pelas estalagens, devorando tudo o que encontrava nessa selvagem expedição noturna. Quando o sol retornou, encontrou-o devorado por uma fome infinitamente maior do que aquela com a qual se sentara pela primeira vez à mesa. Seu corpo estava debilitado. Suas faces começaram a encovar-se. Suas mandíbulas, de tanto comer, doíam a ponto de não poder mais movê-las. Suas vestes pendiam do corpo. Eresictão estava a meio caminho de se tornar um espectro de Si mesmo. Seus pais, alarmados, quiseram saber o que se passava com seu pobre filho. — Meu filho, o que houve com você? — exclamou a mulher. Horrorizada, ela arrancou os cabelos, tirando sangue do rosto com as unhas. Seu pai, com o passar dos dias, gastou também tudo o que tinha na vã tentativa de alimentar o seu insaciável filho. Ate o touro que sua esposa engordava para sacrificar a Hestia, a deusa virgem do lar e do fogo, foi sacrificado ao altar desta horrenda fome. A miséria chega, afinal, para o desgraçado Eresictão.

O seu pai, não podendo mais fazer nada pois tornara-se miserável, tam bem , abandona-o a própria sorte, reduzido a mais negra sorte. Passava os dias sentado nas praças, recolhendo de forma vil os restos que ate os cães cobertos de sarna refugam. 0 Único consolo é ter ainda ao seu lado Metra, sua dedicada filha. — Minha querida filha, faça-se a mais bela que puder — disse, um dia, Eresictão. — Por que, meu pai? — indagou Metra, acariciando-lhe a face encovada. — Vou vendê-la. — Vender-me? — E preciso… Eu preciso — justificou o velho, fraco e faminto. No mesmo dia a bela e encantadora Metra foi feita escrava nas mãos de um horripilante comerciante. Depois de passar pelo suplicio das carícias daquele homem abominável, Metra, a noite, remeteu a Posídon as suas mais ardentes preces, enquanto o seu odioso amo, ao lado, roncava: — Poderoso Posídon, livra-me disto! — rogou, lançando um olhar a seu algoz.

O deus, apiedado, decidiu atender as suas suplicas. Para tanto, converteu-a nurna jumenta. Assim, enquanto seu amo ainda ressonava, Metra levantou-se do leito, firmou bem as quatro patas e, dando um grande salto, escapou pela janela. No mesmo instante correu, feliz, ao encontro de seu pai. — Meu querido pai, voltei! — disse, lambendo a face escaveirada do seu progenitor. — Minha adorada filha! Como estou feliz em tê-la de volta! Depois, voltando-se para um carroceiro que passava: — Ei, quanto quer por esta magnífica jumenta? Um urro de dor partiu da infeliz Metra, que foi levada embora outra vez. Mas também deste novo amo conseguiu escapar, metamorfoseada num cão e retornando novamente para os braços do pai, que a vendeu outra vez. Transformada, assim, em fonte inesgotável de recursos, a infeliz Metra percorreu toda a escala zoológica, ate que um dia, metamorfoseada numa linda borboleta, desapareceu para sempre no ar.

Eresictão, perdendo sua Ultima fonte de renda e devorado por uma fome absolutamente insuportável, decidiu tomar uma atitude que seu orgulho insensa¬to até então impedira. Entrando naquele mesmo bosque que maculara com sua blasfêmia, pediu perdão a vingativa Démeter. — Démeter poderosa! — começou a dizer Eresictão, com as mãos postas. — Concede-me a graça do seu perdão, Oh deusa, cujos olhos brilham com graça e majestade por todo o Olimpo! Ouve-me, por piedade, oh magnífica deusa! A deusa, no entanto, não lhe deu ouvidos. Tornado pelo desânimo, Eresictão sentou-se, derrotado, à sombra das árvores. Era noite e caia urna chuva forte, filtrada para dentro do bosque sob a forma de cordas d’água que se balançavam do alto. Os relâmpagos intensos varavam a escuridão, iluminando inteiramente o seu corpo um esqueleto coberto apenas por urna fina camada de pele. Eresictão estava sentado, com os olhos pousados sobre o próprio pé. Vislumbrou ali urna protuberância, que sugeria a presença de um pouco de carne. Sem hesitar, arre¬ganhou os dentes e cravou-os com força sobre o membro, arrancando-o e engolindo inteiro. Durante a noite inteira o ímpio Eresictão saciou-se de si mesmo, Sob a luz dos relâmpagos, até que na manhã seguinte nada mais restava de si sobre a face da Terra.

Para quem acha Deméter o máximo, veja o lado negro da deusa. Ela faz distinções odiosas entre as filhas.

Despina

Despina (ou Despoina), na mitologia grega, era uma deusa, filha de Poseidon e Demeter. Foi abandonada pela mãe após o nascimento, sem receber sequer um nome, pois a deusa estava muito preocupada em achar sua filha perdida Perséfone, que havia sido raptada por Hades. A criança foi adotada por Anitos, titã cujo nome lhe escolheu.

Perséfone é a filha amada de Deméter, e Despina a rejeitada. Note que Despina foi abandonada logo após o parto. Não teve culpa nenhuma! Deméter não poderia alegar falha de caráter ou ingratidão de Despina para justificar o abandono. Pouco importa que a deusa da agricultura tinha ojeriza a Poseidon! A criança era inocente, meu Zeus!

O abandono traz marcas profundas, tanto que Despina tornou-se uma deusa das sombras relacionada a fenômenos invernais como as geadas. Era temida. Era ela quem cuidava da natureza enquanto sua irmã estava no mundo dos mortos, destruindo assim o que a Perséfone e sua mãe tanto amavam, a primavera e as flores. Também odiava seu pai, Poseidon, porque foi omisso e conivente, lagos congelados eram sinais de sua presença em represália ao seu pai.

Tinha alguma influência sobre o domínio de seus pais, mas preferia destrui-los do que fortalecê-los, porque sua vida havia sido destruída por sucessivos abandonos dos ascendentes e pelo fato de sempre viver à sombra de Perséfone. Deméter nem ligava para Despina. Era tão temida que era chamadahamavam-na apenas de “senhora”, em sinal de respeito. Passou a ser vista como a ovelha negra da família e mesmo do Panteão grego. Não havia solução para ela. Os outros deuses preferiam ignorá-la ou colocá-la no ostracismo. Não tinham culpa do péssimo comportamento dos pais da deusa largada a própria sorte. Não tinham como punir Poseidon e Deméter. Também não podiam se culpar pela desgraça alheia. O que passou, passou, é o que diziam.

Assim, toda vez que presenciar uma geada ou uma nevasca, lembre-se de Despina e das crianças inocentes abandonadas por mães e pais irresponsáveis.

Deméter

Bom, em outro post, o da deusa celta Flidais (https://fenixdefogo.wordpress.com/2012/06/16/flidais-ou-flidias/), mandei Demeter ir tomar no cu. Ela viu, ficou furiosa e para não fazer comigo o mesmo que fez com Eresictão, determinou que eu colocasse nesse espaço a ela dedicado dicas de agricultura, seja familiar, seja relativa ao agronegócio. Não sei como vou fazer isso, porque não sei nada de agricultura ou agronomia, se vcs puderem me ajudar… A morte de Eresictão foi muito feia, uma das piores que já vi. Por favor, ajudem-me! É sério! Mandem dicas para que a agricultura seja estimulada e aperfeiçoada que eu as deixarei neste espaço. Estaremos, assim, divulgando informações sobre agricultura para todos. A difusão de informações sobre aquilo que importa para a deusa é a melhor oferenda que posso, como simples mortal, fazer, rs. Se não tivesse internet, eu estaria fodido, hehehe.  Não quero passar por um processo de autofagia.

Bom, como primeiro ato para cumprir a condição imposta pela deusa, eu vou tecer alguns comentários sobre cédulas de crédito rural =). Mas não hoje.

Amanhã, talvez, ou quando ela mandar, rs.