Grandes batalhas CXIV: Viver eternamente é um bom negócio ou é uma maldição?

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Grandes batalhas CI: Tirésias

Sei que você não é Tirésias, profeta grego que por sete anos foi mulher, mas em tempos de diversidade, empoderamento, feminismo, transexualismo, terceiro sexo, ausência de sexo, inclusão social e acesso quase irrestrito à informação, caso Zeus e Hera o questionassem sobre quem sente mais prazer durante o ato sexual, o homem (conforme acreditava Hera) ou a mulher (conforme acreditava Zeus), você responderia que…

 

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Grandes Batalhas LXXX: Cagadas mitológicas: Hélio e Faetonte vs Loki e a Muralha de Asgard

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Dentre as cagadas mitológicas, qual foi a maior? Faetonte (ou Fáeton), na mitologia grega, era o filho de Hélio e da ninfa Climene. Nos primeiros Jogos Ístmicos, celebrados em Éfira (Corinto) pelos deuses Posidão e Hélio, Faetonte foi o vencedor da corrida de bigas.1 Hélio prometeu a Faetonte que daria a seu filho o que quer que este desejasse.2 Um dia, desafiado por Épafo, pediu a seu pai […]

Grandes Batalhas Mitológicas LXIX: Quem deve ficar predominantemente por cima? Nut e Geb vs Urano e Gaia

Para os gregos a mulher é a terra, pois nela é que a vida floresce, e o homem o céu, de onde vem os germes da vida. Para os egípcios, a mulher é a mente volúvel, emotiva, e o homem é o corpo sólido, ponto de apoio racional.

Geb:

Nut:

Gaia:

Urano:

nut e geb desenhoGeb e Nut-1nut e geb românticoNut e Geb_by_MandiFlickNut e Geb_WIP_by_nienorUrano e Gaiaurano gaea_and_uranus gaia e urano

Grandes batalhas XXIV: Quem é o imperador romano mais porra louca?

O lado obscuro da natureza humana e do poder ilimitado. Violência, depravação, loucura.

Um mandava seus súditos beijarem seu pênis, outro jogava cristãos para os leões famintos. Um fez sexo em público com as três irmãs, outro usava cristão como tochas humanas para iluminar seu jardim. Um promovia orgias e manobras militares desnecessárias, outro prativaca matricídio. Um torrava o dinheiro público, outro se regozijava enquanto Roma ardia em chamas. Em matéria de loucura, não devem nada à Elizabeth Bathory.

Nero:

http://guiadoestudante.abril.com.br/estudar/historia/nero-coisa-louco-435254.shtml

http://educacao.uol.com.br/biografias/nero.jhtm

Calígula

http://educacao.uol.com.br/biografias/caligula.jhtm

http://guiadoestudante.abril.com.br/estudar/historia/verdadeira-historia-imperador-caligula-694393.shtml

Eros, cupido, deus do amor, amor, amore, dashuri, lieben, 愛, любить, amour, αγάπη, 사랑

love’s in the air

Eros (em grego Ἔρως; no panteão romano Cupido) era o deus grego do amor. Hesíodo, em sua Teogonia, considera-o filho de Caos, portanto um deus primordial. Além de o descrever como sendo muito belo e irresistível, levando a ignorar o bom senso, atribui-lhe também um papel unificador e coordenador dos elementos, contribuindo para a passagem do caos ao cosmos.[1] Posteriormente foi considerado como um deus olímpicos, filho de Afrodite e de Hefesto ou Zeus, Hermes ou Ares, conforme as versões. Tendo, certa vez, Afrodite desabafado com Métis (ou Têmis), queixando-se que seu filho continuava sempre criança, a deusa lhe explicou que era porque Eros era muito solitário. Haveria de crescer se tivesse um irmão. Anteros nasceu pouco depois e, Eros começou a crescer e tornar-se robusto.[2].

Já Platão, no Banquete, descreve assim o nascimento de Eros, elucidando alguns detalhes até mesmo do aspecto erótico:

  • Quando nasceu Afrodite, os deuses banquetearam, e entre eles estava Poros (o Expoente), filho de Métris. Depois de terem comido, chegou Pínia (a Pobreza) para mendigar, porque tinha sido um grande banquete, e ela estava perto da porta. Aconteceu que Poros, embriagado de néctar, dado que ainda não havia vinho, entrou nos jardins de Saturno e, pesado como estava, adormeceu. Pínia, então, pela carência em que se encontrava de tudo o que tem Poros, e cogitando ter um filho de Poros, teve relações sexuais com ele e concebeu Eros. Por isso, Eros tornou-se seguidor e ministro de Afrodite, porque foi gerado durante as suas festas natalícias; e também era por natureza amante da beleza, porque Afrodite também era bela.
  • Pois que Eros é filho de Pínia e Poros, eis qual é a sua condição. É sempre pobre não é de maneira alguma delicado e belo como geralmente se crê; mas sujo, hirsuto, descalço, sem teto. Deita-se sempre por terra e não possui nada para cobrir-se, descansa dormindo ao ar livre sob as estrelas, nos caminhos e junto às portas. Enfim, mostra claramente a natureza da sua mãe, andando sempre acompanhado da pobreza. Ao invés, da parte do pai, Eros está sempre à espreita dos belos de corpo e de alma, com sagazes ardis. É corajoso, audaz e constante. Eros é um caçador temível, astucioso, sempre armando intrigas. Gosta de invenções e é cheio de expediente para consegui-las. É filósofo o tempo todo, encantador poderoso, fazedor de filtros, sofista. Sua natureza não é nem mortal nem imortal; no mesmo dia, em um momento, quando tudo lhe sucede bem, floresce bem vivo e, no momento seguinte, morre; mas depois retorna à vida, graças à natureza paterna. Mas tudo o que consegue pouco a pouco sempre lhe foge das mãos. Em suma, Eros nunca é totalmente pobre nem totalmente rico.

Eros casou-se com Psiquê, com a condição de que ela nunca pudesse ver o seu rosto, pois isso significaria perdê-lo. Mas Psiquê, induzida por suas invejosas irmãs, observa o rosto de Eros à noite sob a luz de uma vela. Encantada com tamanha beleza do deus, se distrai e deixa cair uma gota de cera sobre o peito de seu marido, que acorda. Irritado com a traição de Psiquê, Eros a abandona. Esta, ficando perturbada, passa a vagar pelo mundo até se entregar à morte. Eros, que também sofria pela separação, implora para que Zeus tenha compaixão deles. Zeus o atende e Eros resgata sua esposa e passam a viver no Olimpo, isso após ela tomar um pouco de ambrosia tornando-a imortal. Com Psiquê teve Hedonê, prazer.

Monogamia não é natural dos humanos, dizem pesquisadores

Monogamia não é natural dos humanos, dizem pesquisadores

EFEPor Ana Aranda Menéndez | EFE

 

A monogamia é uma das bases sobre as quais se assenta a cultura ocidental, embora haja cada vez mais vozes que a questionem. Os pesquisadores Christopher Ryan e Cacilda Jethá desmontam qualquer convenção sobre a sexualidade e destacam que as restrições são contrárias a nossa natureza.

Os humanos são promíscuos e polígamos. Esta afirmação é de Christopher Ryan e Cacilda Jethá em sua obra sobre a antropologia sexual “No Princípio Era o Sexo”.

“Quando falamos de promiscuidade, nos referimos à mistura e à troca que nossos antepassados realizavam, em nenhum caso a um comportamento arbitrário. Sem as barreiras culturais, nossas orientações sexuais derivariam em várias relações paralelas de diferente profundidade e intensidade, como nossas amizades, que variam entre elas”, reflete Christopher.

Darwin se equivocou

A maioria dos humanos vive em sociedades que seguem o chamado discurso convencional da sexualidade, que defende que o humano é monógamo por natureza, embora defina o homem como um animal ansioso por “espalhar sua semente”; enquanto a mulher protege seus limitados óvulos daqueles que não lhe asseguram a sobrevivência de seus descendentes, “se vendendo” ao que mais recursos lhe oferecer.

O problema surge, para Christopher  e Cacilda, quando esta imagem se apoia em estudos realizados por Charles Darwin há 150 anos em uma sociedade vitoriana puritana, cujo estudo dos primatas, base da tese do casal de pesquisadores, estava nas fraldas. “Darwin sempre foi muito interessado nos dados que questionavam suas teorias, se vivesse agora as revisaria à luz das descobertas mais recentes”, afirma Christopher.

Corpos hipersexuais
Frente à contenção que o discurso convencional apregoa, o corpo humano conta uma história diferente. Baseando-se em diversos estudos, Christopher  e Cacilda explicam como o corpo do homem é projetado para uma grande atividade sexual, que supera o necessário para a reprodução.

Isto se observa na desproporção do volume testicular em relação aos outros primatas e a ejaculação de um sêmen que não só procura a concepção, mas a destruição mediante agentes químicos de espermatozoides procedentes de outros machos que possam ser encontrados em seu caminho, o que leva a entender que a mulher também procura ter vários companheiros e potencializar a concorrência espermática na busca da melhoria da espécie.

Além disso, uma alta atividade sexual favorece tanto a saúde do homem, como sua fertilidade que decresce quando não pratica sexo. Da mesma forma, Christopher  e Cacilda desmitificam o fato de o sexo ser menos importante para a mulher, por exemplo, graças a sua possibilidade de acumular orgasmos, de tal maneira que esse prazer conduz à busca de sua repetição.

Os autores também não compartilham a ideia de que a mulher seja reservada em sua fertilidade para “prender” o macho, visto que seus seios crescem com a chegada da maturidade sexual e diminuem com a menopausa, ao que se une o fato de que durante a ovulação, os estudos demonstram que a mulher cheira melhor e são mais atrativas para o homem. Além disso, durante esses dias de maneira inconsciente se preocupam mais em se enfeitar.

Christopher  e Cacilda entendem que a ideia da poligamia se reforça com a “fraternidade” na qual se transforma o desejo de certos casais após anos de convivência, e que explicam como uma modalidade da repulsão em relação ao incesto e ao chamado a buscar novos parceiros sexuais.

Os pesquisadores apontam para outros mitos como “a maior necessidade de troca de companheiras” do homem frente à mulher, apesar de “ambos terem as mesmas necessidades sexuais”.

Revisando o casamento

O livro destaca a convenção que sustenta nossa família nuclear ao contrastá-los com os casos atuais de tribos como os Kulina da Amazônia, que consideram a troca a maneira natural de acentuar os laços, e os Dagara de Burkina Faso, cujas crianças consideram que são filhos de todas as mulheres, o que não é tão diferente do grande número de adoções que se realiza em sociedades “desenvolvidas”.

Exemplos que se completam com os novos modelos de família que Christopher entende como uma constatação social que algo “falha” na visão sexual do homem.

“A metade dos casamentos nos Estados Unidos termina em divórcio. Se a metade de nossos aviões caísse, as pessoas não iam querer variar seu modelo?”, pergunta o pesquisador. Embora insista em que seus estudos sejam apenas uma evidência da multiplicidade de caminhos, entre os quais existe a monogamia “como escolha, que não é incorreta, só contrária a nossas tendências evolutivas. É como o vegetarianismo, alguém pode escolhê-lo, mas nem por isso o bacon deixa de cheirar bem.”