Grandes Batalhas XLVII: A hora da verdade! Titanomaquia, Apocalipse e Ragnarok. Qual a guerra mais sanguinária, devastadora e significativa?

GUERRA TOTAL! É chegado o momento do tudo ou nada. É o momento em que todos os medos e paixões são somados. É a hora da verdade! Ocasião onde a única regra é aniquilar o inimigo. É matar ou morrer! É a hora da revelação, é o início do fim é a revolução! Qual a guerra mais sanguinária, devastadora e significativa?

Apocalipse

A palavra apocalipse, do grego αποκάλυψις, apokálypsis, significa “revelação”, formada por “apo”, tirado de, e “kalumna”, véu. Um “apocalipse”, na terminologia do judaísmo e do cristianismo, é a revelação divina de coisas que até então permaneciam secretas a um profeta escolhido por Deus. Por extensão, passou-se a designar de “apocalipse” aos relatos escritos dessas revelações.

apocalipse intelectual

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Ragnarok

Na mitologia nórdica, Ragnarök (nórdico antigo “destino final dos deuses”) é uma série de eventos futuros, incluindo uma grande batalha anunciada que resultaria na morte de um número de figuras importantes (incluindo os deuses Odin, Thor, Týr, Freyr, Heimdall, Loki), a ocorrência de vários desastres naturais e a submersão subsequente do mundo em água. Depois, o mundo ressurgiria de novo e fértil, os sobreviventes e os deuses renascidos se reuniriam e o mundo seria repovoado por dois sobreviventes humanos. Ragnarök é um evento importante no cânone nórdico e tem sido objeto de estudos acadêmicos e teóricos.

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Titanomaquia

Hesíodo descreve assim a luta: “Parecia, ouvindo e vendo tão grande bulha e luz, que a terra e o céu se confundiam, pois era enorme o tumulto da terra esmagada e do céu a se precipitar sobre ela, tal o barulho da luta dos deuses. Ao mesmo tempo, os ventos, sacudindo-se, erguiam o pó, o trovão, o relâmpago, e o raio ardente, armas do grande Zeus, e levavam o brado e os clamores ao seio dos combatentes; e no incessante fragor da espantosa luta, todos mostravam a força dos seus braços.”

Vitoriosos os “olímpicos” banem os Titãs para o Tártaro, junto com Erebus.

Os titãs Oceanus, Tétis, Mnemosine, Prometeus e Têmis não participaram da titanomaquia e mais tarde foram incorporados ao panteão grego.

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Flidais ou flidias

Na mitologia Irlandesa Flidais era a deusa das florestas, dos bosques e das criaturas selvagens. Também era a deusa do amor e da beleza, como se pode ver nas figuras abaixo. Essa divindade é mágica, tem estreita relação com as fadas e possui um apetite sexual voraz e insaciável, por isso é bonita – quanto mais sexo fazemos, mais bonitos somos, rs.

Bom, mas a jovem deusa, se é que deuses podem ser considerados jovens, mandou uma mensagem para a Humanidade e como eu sou Adônis, humano cobiçado pelas deusas da beleza, seu homem de confiança, escolheu-me como instrumento de materialização de sua divina manifestação.

Veja, a mais delicada das deusas da beleza – e, infelizmente, a menos conhecida também – por ser também divindade que cuida das florestas, dos bosques e das criaturas selvagens (o que particularmente eu acho o máximo, pois é bela, ninfomaníaca e cuida do meio ambiente, sem aquela ostentação, promiscuidade e luxúria das deusas Afrodite e Freya. Arrisco a dizer que lembra um pouco a minha pessoa), roga para a Humanidade que trate melhor o meio ambiente.

Ela quer que o meio ambiente natural, mormente as florestas, os bosques e os animais selvagens, seja preservado da cobiça e da destruição dos seres humanos. Quer que haja desenvovilmento sustentável, de forma a conciliar a existência humana e a preservação ambiental, para que ela possa descansar um pouco, pois, por exemplo, a  Floresta Amazônica está diminuindo sensivelmente, toda a riqueza biológica que nela existe está sendo erradicada da face da Terra, espécies de animais selvagens estão entrando em processo de extinção ou já foram extintos. Isso provoca uma tristeza, cansaço e dor profunda na deusa celta-irlandesa, que faz o que pode para dar guarida aos animais fugitivos e para denunciar madeireiras e malditos representantes do agronegócio. Sem falar, é claro, na morte, tortura, e venda ilegal e inadequada de animais silvestres, que são tratados como filhos por Flidais. Isso  parte seu coração.

As matas ciliares, que ela tanto gosta e ajuda com sua magia, estão sendo vilipendiadas. A função da mata ciliar de propugnáculo dos rios sempre foi aviltada pelo agronegócio, que à sorrelfa a destruía, mas que agora o faz às claras, com espeque na influência de Deméter, a deusa da Agricultura, ávida para que a atividade humana que protege e incentiva sobrepuje todo e qualquer obstáculo, em evidente sinal de menoscabo ao meio ambiente, aquilo que Flidais, uma das minhas deusas favoritas, sempre zelou. (Sim Deméter, vai tomar no seu cu!)

Flidais em breve usará sua magia para tentar tocar os corações dos homens, e das mulheres (antes que venha uma feminista chata encher o saco), tão sujeitos a influência de outros deuses, como Hades, o deus da riqueza, Ares, Atenas, Tyr, deuses da guerra, Afrodite, deusa da beleza e da luxúria, Deméter, a deusa da agricultura e Héstia, deusa do fogo, que adora uma queimada.

Caso não consiga alcançar a natureza humana sozinha, aliar-se-á a outros deuses, como Gaia, cuja reputação não é das melhores, Ártemis, sempre solitária, Pã, um deus secundário, que para muitos já estava morto. Tal aliança não visa, digo de plano, e transcendendo um pouco os limites que me foram impostos pela deusa, em uma guerra declarada contra os deuses supra citados, mas apenas uma frente política e organizada, voltada para o interesse ambiental e com objetivo de aumentar a importância do meio ambiente na consciência frágil do homem e da mulher.

Sabe, é uma pretensão legítima, pois o meio ambiente atinge a todos. É um direito fundamental do ser humano e dos deuses, algo de que não podemos abrir mão. É um direito que se difunde por toda a sociedade, que não pode ser individualizado ou dividido. O meio ambiente atinge não só as pessoas dessa geração, mas as pessoas que virão, nossos filhos, netos e etc.

Precisamos cuidar da nossa natureza, preservá-la e se possível conservá-la. Temos que parar com essa ideia de usar petróleo para tudo e de consumir, consumir, iguais aos norte americanos. É o cúmulo do ridículo ainda se comprar carro na cidade de São Paulo (e o governo está concedendo um monte de benefícios atualmente ai ai), de ter uma malha metroviária tão pequena na maior cidade do hemisfério sul, de chineses terem de usar máscaras em suas cidades por conta do ar poluído, de avenidas e marginais serem construídas ao lado dos rios, com destruição das matas ciliares e impermeabilização do solo (depois não sabem porque há enchentes), de florestas inteiras serem derrubadas para dar lugar à pecuária e à agricultura, da existência de erosão, deslizamentos do solo em razão do mal uso.

Ela, Flidais, também não consegue entender, e nem eu, qual a dificuldade nessa tal de Rio + 20. É muita politicagem e pouca ação. Estão protelando decisões. Não se responsabiliza ninguém! Parece mais uma vitrine de boas intenções e de discursos hipócritas. O pior é que não conta com os grandes líderes mundiais e que são, infelizmente, os representante dos maiores poluidores. Chega a ser risível, embora seja trágico.

Hoje, já há muita gente dizendo que não há aquecimento global, que na verdade é um ciclo natural do planeta. Pode até ser, mas isso não exime de responsabilidade os terráqueos pelo emporcalhamento do mar, da terra e do ar. Não é uma carta branca para continuar poluindo, porquanto ainda que o macroclima não seja afetado diretamente pela ação humana, o microclima é. E nós estamos no microclima. Flidais sabe muito bem disso. Segundo ela, os elfos e as fadas estão se escondendo, buscam refúgio. são seres de paz, mas que estão perdendo seu habitat natural e que em breve se revoltarão e passarão à ofensiva.

Flidais não é avessa à causa humana como uns deuses por aí, ela acredita que dando informação e educação aos seres humanos, a Humanidade entrará em equilíbrio com o meio natural. Ela é a favor da bioctenologia, pois vislumbra que com esse avanço tecnológico, muitos animais e muitas plantas serão salvas no futuro. Ela só quer que haja responsabilidade, informação, educação e cooperação por parte dos homens e das mulheres. Quer que a natureza seja usada de forma racional, que a propriedade cumpra sua função social, que é harmonizar as necessidades dos homens e mulheres com a tutela do meio ambiente. Com isso, a deusa acredita que logo seu trabalho será diminuído e que seus bens mais preciosos serão resguardados. Será bom para todos.



Os deuses nórdicos. Segunda parte: Friga, Heimdall, Tyr e Hel

Antes do post, duas novas enquetes envolvendo Heimdall:

Friga, a esposa de Odin.

Na Mitologia nórdica, era conhecida como a mais formosa entre as deusas, a primeira esposa de Odin, rainha do Æsir e deusas do céu. Deusa do clã do Ásynjur, é uma deusa da união, do matrimônio, da fertilidade, do amor, da gerência da casa e das artes domésticas. Suas funções preliminares nas histórias mitológicas dos nórdicos são como a esposa e a mãe, mas estas não são somente suas funções. Tem o poder da profecia embora não diga o que conhece, e seja única, à excepção de Odin, a quem é permitido se sentar em seu elevado trono Hlidskialf e olhar para fora sobre o universo.

Entrevista com Friga, a deusa do casamento, do amor conjugal  e familiar.

Repórter:

– Friga, o que é o casamento para Vossa Divindade: uma instituição ou um contrato?

O casamento – disse majestosamente a entrevistada – é uma instituição. No casamento há uma convergência de vontades, o que não ocorre no contrato, cujas vontades são colidentes – continuou educativa. O casamento é um estado; uma entidade disciplinada por rigorosas leis e regras que não podem ser alteradas pela vontade dos consortes. É instituição porque decorre da comunicação, tendo em vista que os frutos da união são compartidos, e perene porque feito para durar. Seria um idílio pensar o contrário. Não é contrato, pois o contrato é uma trégua na batalha dos direitos individuais e é “feito” para ser “desfeito”. A finalidade do casamento é nobre, sendo o matrimônio o pilar da sociedade – arrematou orgulhosa e convicta.

Repórter:

– Mas e a teoria eclética, que une o elemento volitivo ao institucional? Ela não concilia as duas teorias?

Friga:

– Aquela teoria que considera o casamento um ato complexo?

Repórter:

– Sim!

Friga:

– Concomitantemente contrato na formação e instituição no conteúdo?

Repórter:

– Isso!

Friga:

– Não.

Repórter:

– Mas sem a vontade, um elemento do negócio jurídico, não há casamento, não há instituição.

Friga, contrariada e impaciente:

– A simples vontade não tem o condão de constituir o casamento; imprescindível a solenidade que o cerca e uma autoridade eclesiástica. As normas que regulam o casamento são imperativas; não cabe aos nubentes alterá-las. Nesse diapasão, impossível o casamento aberto, por pura incompatibilidade lógica.  Na sua essência o matrimônio é fechado. Não admito poliandria nem poligamia. E de qualquer forma, o casamento só é dissolvido pelos meios legais e não pela simples vontade das partes. A situação jurídica casamento impõe a observância de todo um regime de leis e regras inderrogáveis pela mera vontade das partes.

Repórter, sorrindo e tentando alongar a entrevista:

– E quanto às regras patrimoniais do casamento? Elas têm nítido caráter contratual.

– Os fins do casamento – disse a deusa de forma serena – são a instituição da família, a procriação, quando possível, o apaziguamento da concupiscência, a prestação de auxílio mútuo, tanto afetivo, ou espiritual, como patrimonial, a educação da prole e a mais plena união entre homem e mulher. O regime de bens é secundário, pois patrimônio é disponível, amor não é disponível.

– Diga isso para as marias-chuteiras… – murmurou o repórter.

– Hã!

– Desculpe-me – disse constrangido o profissional.

– Última pergunta – mudou rapidamente de assunto. – Deusa Friga o que vossa divindade tem a dizer sobre o casamento gay? – sorriu.

Friga:

– ¬¬

Repórter:

– Então é isso telespectadores. Até a próxima! – e o entrevistador saiu de fininho.

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Texto baseado em MHD.

Heimdall

Na Mitologia Nórdica, Heimdall, Heimdallr ou Heimedal era o vigia e guardião da “Bifrost”, ponte do arco-íris (a ponte que conduzia a Asgard) e dos deuses. Filho de Odin e de nove gigantas, Heimdall é o deus guardião de Asgard. Dotado por uma visão precisa, um ouvido apurado e a capacidade de ficar sem dormir vários dias. Para que Heimdall pudesse detectar a aproximação de qualquer inimigo de longe, os deuses lhe deram sentidos agudíssimos, tão agudos que dizem, ser capaz de ouvir as plantas crescendo nas colinas e a lã crescer no lombo das ovelhas. Era seu dever avisar quando os inimigos dos deuses atacassem soprando a corneta Giallarhorn, que podia ser ouvida em todo o mundo. É o deus das estratégias, possuía um olhar mais aguçado do que o de um falcão e uma visão noturna melhor do que a da coruja, além de uma espada reluzente. Além de fisicamente bonito, Heimdall também era famoso por ser um deus delicado, inocente e indulgente. Era representado portando uma armadura branca, tornando-se conhecido como o deus brilhante ou da luz. Tinha dentes de ouro e um cavalo com crinas de ouro chamado Gulltop. Estava destinado a defrontar e matar Loki na batalha de Ragnarok, morrendo depois por causa dos seus graves ferimentos.

Tyr

Na mitologia nórdica, Týr ou Ziu ou ainda “Tyrr” é o deus Æsir do combate, do céu, da luz, dos juramentos e por isso patrono da justiça, precursor de Odin. Ao tempo dos vikings, Týr abriu caminho para Odin, que se tornou ele próprio o deus da Guerra; filho do gigante do mar do inverno Hymir, passou a ser considerado filho de Odin, devido a sua coragem e heroísmo em batalha, representado por um homem sem a mão direita.

Na mitologia grego-romana, seria o equivalente a Marte (deidade ou anjo protetor, dos soldados e dos que se envolviam no Estado de guerra).

Ele perdeu a mão direita ao colocá-la na boca do deus-lobo Fenrir, o que permitiu que os deuses prendessem Fenrir.

Seu símbolo é a lança, na mitologia nórdica tanto uma arma como um símbolo de justiça. É também identificado com Tîwaz

Hel

Peça desculpas a Hel aqui.

Help Hel here.

Seu palácio chama-se Elvidner, sua mesa era a Fome, sua faca, a Inanição, o Atraso, seu criado, a Vagareza, sua criada, o Precipício, sua porta, a Preocupação sua cama, e os Sofrimentos formavam as paredes de seus aposentos. Hela podia ser facilmente reconhecida, uma metade de seu corpo era de uma linda mulher, e a outra parte de um corpo terrivel em decomposição.

Nos mitos nórdicos-germânicos, Hel era a Rainha dos Mortos e governante do Reino do Submundo, Niflheim.
Hel era filha de Loki (gigante do fogo, adotado por Odin e considerado para todos os efeitos um deus) e da Gigante Angrboda (mensageira da dor). Seu nome originou a palavra inglesa inferno e tinha uma aparência aterrorizante, com metade do corpo saudável e metade em decomposição, corroída pelas doenças (Ex.: Lepra). Hel é irmã de Jörmungandr, a serpente de Midgard, que é tão grande que seus anéis rodeiam a terra e do lobo Fenris, tão imenso, que quando abre a boca, o maxilar inferior toca a terra e o superior roça as estrelas.
Todo aquele que morresse de doença ou de velhice era conduzido até Hel, que reinava no sombrio subterrâneo, embaixo de uma das três raízes da árvore do mundo (Yggdrasil). Aí tinha por palácio, a Miséria ( Elend ), onde se encontra o salão Eljudner, preparador dos tormentos; por leito a doença ( Keur ); por mesa, a fome ( Hongur ) e, por faca, a sede ( Sultur ). O solado da porta por onde entravam os espíritos, era denominado de “Obstáculo”, e as cortinas de seu salão de “Fardos Resplandecentes”. A Deusa possuía também um cão monstruoso e ensangüentado, chamado de Garm, que guardava a entrada do reino dos Mortos, região dos gelos, das brumas e das trevas.